Amapá têm histórico de decisões no 1º turno e deve repetir padrão em 2026

O Amapá deve manter em 2026 uma marca recorrente de suas eleições: decidir o governo já no primeiro turno. Levantamento do Portal 1 Norte mostra que, desde 1994, apenas duas disputas precisaram de segundo turno. Na maioria dos pleitos, a concentração de votos em poucos candidatos antecipou o desfecho nas urnas, cenário que volta a se desenhar este ano.
A última vez que a disputa avançou para o segundo turno foi em 2018, quando houve forte fragmentação de votos entre quatro candidatos competitivos. Naquele ano, Waldez Góes liderou o primeiro turno com 133.214 votos (33,55%), seguido por João Capiberibe, com 119.500 (30,10%). Outros dois candidatos tiveram desempenho expressivo: Davi Alcolumbre somou 94.278 votos (23,75%) e Cirilo Fernandes obteve 45.197 (11,38%).
A divisão do eleitorado impediu que os dois primeiros colocados atingissem maioria absoluta, levando a disputa ao segundo turno, vencido por Waldez Góes.
Para 2026, o cenário é oposto. A tendência é de polarização entre Dr. Furlan e Clécio Luís, com menor espaço para candidaturas competitivas fora desse eixo, a exemplo do que aconteceu em 2022. Diferente da eleição passada, no entanto, o resultado pode não ser positivo para o atual governador.
Pesquisas de diferentes institutos divulgadas ao longo desse ano mostram Dr. Furlan com ampla vantagem em relação a Clécio: 66% no Real Time Big Data, 65,1% no Paraná Pesquisas, 65,4% no Atlas/Intel e 61,5% no DOXA. Em outros cenários, o candidato também aparece à frente, com 55% no Véritas e 71,6% no Veritá.
Com a concentração de votos em dois principais nomes e índices que, em alguns casos, ultrapassam a maioria absoluta, a eleição deste ano deve seguir o padrão predominante no estado e ser definida já no primeiro turno.



