Política

Clécio repete troca de partido às vésperas de eleição

A filiação do governador do Amapá, Clécio Luís, ao União Brasil, marcada para a próxima sexta-feira, dia 30, ocorre em um momento decisivo de sua trajetória política, às vésperas da disputa pela reeleição e em meio a um cenário de desgaste político. O movimento confirma uma característica recorrente de sua carreira, a capacidade de mudar de partido e de campo ideológico conforme as circunstâncias.

Desde que iniciou a vida pública como vereador de Macapá, Clécio já passou por legendas de esquerda, centro e agora caminha para a centro-direita. Ele começou no Partido dos Trabalhadores, elegeu-se prefeito da capital em 2012 pelo PSOL e, antes de buscar a reeleição, migrou em 2015 para a recém-criada Rede Sustentabilidade, pela qual venceu novamente a prefeitura.

No fim do segundo mandato, em 2020, rompeu com a Rede após divergências internas e declarou apoio à candidatura de Josiel Alcolumbre, do Democratas, mesmo sem o aval do partido. Dois anos depois, disputou e venceu o Governo do Estado filiado ao Solidariedade, legenda que agora deixará para ingressar no União Brasil.

A nova filiação ocorre a convite do senador Davi Alcolumbre, aliado político de Clécio, em um momento onde ambos enfrentam altos índices de rejeição. O gesto evidencia que a escolha partidária tem caráter estratégico e eleitoral, mais do que ideológico. O União Brasil é hoje um dos cinco maiores partidos do país, e a expectativa é de que ele ofereça a estrutura e as alianças necessárias para a tentativa de reeleição de Clécio, mesmo com um cenário bastante desfavorável.

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