DaLua é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro e ‘rachadinha’, segundo reportagem
Uma reportagem publicada pelo Portal R7 aponta que o prefeito em exercício de Macapá, Pedro DaLua (União), é alvo de um procedimento investigatório criminal conduzido pelo Ministério Público do Amapá, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e participação em esquema conhecido como “rachadinha”.
De acordo com a matéria, a investigação teve origem em um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que identificou movimentações consideradas atípicas. O caso tramita na 10ª Promotoria de Justiça Criminal da capital e, até o momento, não há denúncia formal apresentada.
Movimentações financeiras sob suspeita
Segundo as apurações, um assessor parlamentar apontado como operador do suposto esquema movimentou mais de R$ 5,8 milhões entre 2018 e 2023, valor considerado incompatível com sua renda como servidor público.
Os investigadores identificaram ainda práticas típicas de ocultação de recursos, como transferências cruzadas, uso de contas de passagem e saques fracionados em dinheiro vivo. Em um dos recortes analisados, foram registrados centenas de saques que somam mais de R$ 650 mil.
De acordo com o relatório, há indícios de que as movimentações seriam controladas por DaLua, com o objetivo de dificultar o rastreamento dos valores.
Suspeitas de “rachadinha” e empresas de fachada
Outro eixo da investigação aponta para um possível esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Amapá, no qual servidores comissionados devolveriam parte dos salários ao grupo político.
Também há suspeitas envolvendo a criação de empresas de fachada para emissão de notas fiscais falsas, com o objetivo de justificar despesas e fraudar prestações de contas de verbas indenizatórias.
Além disso, o político já teria sido citado em outras apurações relacionadas a suposta cobrança de propina e irregularidades eleitorais, como compra de votos e uso de recursos não declarados em campanhas.
Contexto político
Pedro DaLua assumiu interinamente a Prefeitura de Macapá no último dia 4 de março, após decisão do Supremo Tribunal Federal que afastou o prefeito Dr. Furlan (PSD) e o vice-prefeito, investigados por suspeitas de fraude em licitação envolvendo obras do Hospital Geral Municipal.
Tramitação do caso
O caso começou a ser investigado ainda em 2023 e chegou a tramitar na esfera federal, com atuação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. No entanto, foi posteriormente remetido ao âmbito estadual após entendimento de que não havia comprovação de uso de recursos da União.
Atualmente, o procedimento segue em fase investigativa no Ministério Público do Amapá, que busca esclarecer a origem dos recursos, a extensão das movimentações financeiras e a possível participação de outros envolvidos.
A reportagem informa que os citados foram procurados e que o espaço segue aberto para manifestações.



