Um dos espaços mais simbólicos da história esportiva e cultural de Macapá ganha registro audiovisual em um novo documentário dirigido pelo cineasta amapaense Abel Neto. O curta-metragem “GLICÉRIO MARQUES – mais que história, memória viva e vida vibrante” celebra os 76 anos do Complexo Esportivo Glicério de Souza Marques, completados no dia 15 de janeiro, e revisita a trajetória do local conhecido como o “Gigante da Favela”.
Inaugurado em 1950, ainda no período do antigo Território Federal do Amapá, o então Estádio Glicério Marques atravessou diferentes fases ao longo das décadas. Palco de partidas históricas, grandes encontros esportivos e manifestações populares, o espaço também enfrentou períodos de abandono até passar por um processo de reestruturação que resultou no atual complexo esportivo. Hoje, o local abriga não apenas o futebol, mas diversas atividades esportivas e socioculturais, consolidando-se como ponto de encontro da população macapaense.
O documentário constrói sua narrativa a partir da memória afetiva de torcedores, atletas e personagens que viveram diferentes momentos do estádio. As imagens e depoimentos recuperam partidas marcantes, histórias pouco conhecidas e a pulsação cultural que sempre esteve presente no espaço, conectando passado e presente.
Segundo o diretor Abel Neto, o valor histórico do Glicério Marques ultrapassa as fronteiras do Amapá.
“A bola rolou pela primeira vez nos gramados do Glicério Marques ainda nos tempos do antigo Território Federal do Amapá, antes mesmo da existência do Maracanã, no Rio de Janeiro. Essa referência ajuda a compreender a dimensão do valor histórico desse filme, do ponto de vista cronológico”, destacou o cineasta.
Com 25 minutos de duração e classificação livre, o curta tem como objetivo registrar, difundir e preservar a história do antigo Estádio Municipal e do atual Complexo Esportivo Glicério de Souza Marques. A obra é voltada a pesquisadores, profissionais das áreas de história e esporte, estudantes, acadêmicos e ao público em geral, contribuindo para que a memória do espaço seja mantida viva para as futuras gerações.
O documentário será lançado em breve. Enquanto isso, o público já pode conferir o trailer.
O projeto foi contemplado em edital da Lei Paulo Gustavo, com patrocínio do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, e gestão de recursos da Prefeitura de Macapá, através da Fundação Municipal de Cultura (FUMCULT), com representação da Amazônia Filmes.



