Grupo Pago10 cobra Governo do Amapá por pagamentos atrasados após Festival do Pirarucu
O grupo musical Pago10 cobrou publicamente o Governo do Amapá pelo atraso no pagamento de cachês referentes à apresentação realizada no 22º Festival do Pirarucu, em Cutias do Araguari, e afirmou que os valores dependem de recursos de fomento que ainda não foram liberados pelo Estado. A cobrança foi feita por meio de uma publicação nas redes sociais, onde os artistas relataram prejuízos financeiros e dificuldades enfrentadas desde setembro de 2025.
Na postagem, o proprietário do grupo afirmou que já se passaram cinco meses sem pagamento ou posicionamento efetivo sobre a quitação dos valores. Segundo ele, a falta de repasse obrigou os próprios músicos a assumirem custos que deveriam ser cobertos pela organização do evento.
“Saímos de Macapá gastando o que não tinha. Eu, como proprietário do grupo, arquei com logística e 50% dos meus músicos, ou caso contrário eles não sairiam de Macapá”, declarou.
O artista também afirmou que os pagamentos estão vinculados a recursos do orçamento estadual, que ainda não foram liberados.
“Estão esperando fomento, orçamento do Governo do Amapá há cinco meses e nada. A classe artística que prestou serviço também merece receber e pagar o que deve”, escreveu.
Segundo o relato, o atraso não atinge apenas o Pago10, mas também outros artistas, técnicos de som, equipes de iluminação, segurança e prestadores de serviços que atuaram no festival.
Problema já havia sido denunciado
A situação reforça denúncias já publicadas pelo Portal 1 Norte, desde dezembro do ano passado, sobre o não pagamento de artistas e fornecedores envolvidos em grandes eventos culturais realizados com apoio do Governo do Estado.
O Festival do Pirarucu, um dos principais eventos culturais de Cutias do Araguari, contou com estrutura financiada por meio de recursos públicos e teve ampla programação artística. No entanto, diversos profissionais relatam que continuam sem receber pelos serviços prestados, meses após a realização do evento.
Recentemente, o Instituto Baluarte da Amazônia, responsável pela execução dos projetos por meio de Termos de Fomento firmados com o Governo do Amapá, divulgou nota pública atribuindo os atrasos à interrupção dos repasses financeiros por parte do Estado e à falta de liberação integral de emendas parlamentares.



