Profissionais da educação vão às ruas contra reajuste de 5,4% oferecido por Clécio
O primeiro dia de paralisação dos profissionais da educação da rede estadual do Amapá reuniu cerca de 500 pessoas na Praça da Bandeira, em Macapá, nesta terça-feira (31). O ato marcou o início de uma mobilização mais dura da categoria contra o reajuste de 5,4% proposto pelo governo de Clécio Luís (União Brasil).
A paralisação foi aprovada em assembleia após rejeição unânime da proposta do Executivo, considerada insuficiente pelos educadores.
Rejeição unânime
De acordo com o professor Fábio Pantoja, diretor do sindicato, o nível de insatisfação da categoria ficou evidente durante a assembleia.
“Eu nunca tinha visto, na história do sindicato, uma proposta ser recusada de forma unânime. Até pessoas que tinham proximidade com o governo votaram contra. Isso demonstra que a insatisfação é geral”, afirmou.
Segundo ele, a pauta da categoria vai além do reajuste salarial. “Nossas reivindicações são várias. Passam pela remuneração, como a data-base, mas também pelas condições de trabalho. Não é uma pauta única, são várias demandas acumuladas”, destacou.
Categoria cobra 17%
Durante o ato, lideranças reforçaram que a paralisação é uma tentativa de forçar o governo a retomar o diálogo com uma proposta mais robusta. A categoria reivindica um reajuste de 17%.
O professor George Cortês explicou que a decisão da paralisação foi acompanhada do envio formal da contraproposta ao governo.
“Reafirmamos ao governo a proposta de 17% e agora estamos aguardando que ele chame a diretoria para dialogar. A categoria não aceitou os 5,4%, que não atendem nem ao que estabelece o piso do magistério”, disse.
Segundo ele, o sindicato já protocolou o documento junto à Secretaria de Educação, Secretaria de Administração e ao próprio governo do Estado.
“A gente espera que o governo convoque ainda durante esses dias de paralisação para apresentar uma proposta melhorada, que seja digna e aceitável para os profissionais da educação”, completou.
Mobilização continua
A paralisação terá duração inicial de três dias, com novos atos previstos ainda nesta semana. A continuidade do movimento dependerá de uma resposta concreta do governo.
“Se houver proposta, ela será apresentada à categoria. Só com aprovação dos professores é que o movimento pode ser encerrado”, reforçou Cortês.
Governo mantém proposta
Até o momento, o governo estadual não apresentou nova proposta e sustenta o reajuste de 5,4% com base na reposição inflacionária e nos limites fiscais.



