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Revista piauí revela detalhes de delação que cita pedido de recursos a Alcolumbre para show em Macapá

Um artigo publicado neste sábado (13) pela revista piauí trouxe novos detalhes sobre uma proposta de delação premiada apresentada à Procuradoria-Geral da República (PGR) por empresários investigados em fraudes bilionárias no setor de combustíveis. O material cita o nome do senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, em supostos pedidos de recursos para bancar o show do cantor Roberto Carlos no Réveillon de Macapá, no fim de 2024.

Segundo a reportagem, assinada por Breno Pires, João Batista Jr. e Arthur Guimarães, o empresário Roberto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, controlador da Copape, afirma que desembolsou R$ 2,5 milhões a pedido de Alcolumbre para viabilizar a apresentação do artista. De acordo com o relato entregue à PGR, a tratativa teria ocorrido em uma reunião no gabinete do senador, em Brasília, no dia 20 de dezembro de 2024.

Ainda conforme a proposta de colaboração, o pagamento teria sido feito por meio de transferências bancárias intermediadas por um terceiro, identificado como “Cleverson”, em duas parcelas de R$ 1,25 milhão, realizadas na véspera do show. O empresário sustenta que o aporte financeiro estaria ligado a uma tentativa de obter apoio político para reverter uma decisão da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que havia proibido a Copape de produzir combustíveis.

Procurado pela piauí, o senador Davi Alcolumbre negou irregularidades. Em nota, afirmou que não mantém relação comercial ou empresarial com os empresários citados e repudiou “de forma categórica” qualquer tentativa de associá-lo a atos ilícitos. A assessoria também declarou que o parlamentar atua de maneira institucional e transparente no apoio a eventos culturais no Amapá.

A PGR informou que não comenta tratativas de delação por conta do sigilo legal e confirmou que a proposta inicial apresentada pelos empresários foi rejeitada por falta de materialidade suficiente, embora novas informações tenham sido encaminhadas e ainda estejam sob análise.

O caso ocorre em meio a um contexto de forte pressão política e institucional em Brasília, com investigações envolvendo o setor de combustíveis e denúncias que atingem figuras de destaque do Congresso Nacional.

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