Servidores do Detran-AP denunciam abandono, assédio e cobram valorização do governo
O Sindicato dos Servidores do Detran-AP divulgou uma nota pública em que manifesta “profunda indignação” diante do que classifica como um cenário persistente de desvalorização da categoria no estado. O documento aponta falta de diálogo por parte do Governo do Estado do Amapá e ausência de avanços em pautas consideradas prioritárias pelos trabalhadores.
De acordo com o sindicato, mesmo com a reestruturação de diversas carreiras estaduais, incluindo novos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), reajustes e realinhamentos, os servidores do grupo de Gestão de Trânsito seguem sem qualquer recomposição salarial ou definição de data-base. A entidade afirma que a categoria permanece “em completo abandono”.
A nota também alerta para os impactos diretos dessa situação no funcionamento do Detran-AP. Segundo o sindicato, a desvalorização tem provocado desmotivação e evasão de profissionais qualificados, o que compromete a eficiência dos serviços prestados à população.
Outro ponto grave levantado é o ambiente de trabalho. Relatos de assédio, exclusão e intimidação, conforme o documento, têm se tornado recorrentes, afetando a saúde mental dos servidores e prejudicando o desenvolvimento profissional dentro da autarquia.
A entidade ainda denuncia o que considera uma distorção na ocupação de cargos comissionados. Segundo o sindicato, dos 180 cargos existentes na estrutura do Detran-AP, nenhum é ocupado por servidores efetivos, o que, na avaliação da categoria, fere o princípio constitucional que prevê a participação de servidores de carreira nessas funções.
Diante do cenário, o sindicato cobra medidas urgentes do governo estadual para corrigir as distorções apontadas e garantir a valorização da categoria. A entidade afirma que, caso não haja avanços concretos, poderá adotar uma postura mais rígida, incluindo mobilizações e outras formas de pressão.
“A manutenção deste quadro será compreendida como um gesto inequívoco de menosprezo à categoria”, destaca o trecho final da nota.



