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Sindicato denuncia precariedade na alimentação de policiais penais no Amapá

O Sindicato dos Policiais Penais, Especialistas e Técnicos de Execução Penal do Estado do Amapá (SINPP) divulgou uma nota de repúdio denunciando a má qualidade da alimentação oferecida aos servidores do sistema prisional. Segundo a entidade, o problema se arrasta há anos sem que haja uma solução efetiva por parte do poder público.

De acordo com o sindicato, as refeições servidas aos profissionais não atendem aos padrões mínimos de dignidade e nutrição, o que tem impactado diretamente a saúde, o bem-estar e o desempenho dos servidores. A categoria ressalta que exerce funções essenciais, muitas vezes em ambientes de alta tensão e risco, e que a precariedade da alimentação agrava ainda mais as condições de trabalho.

Na nota, o SINPP afirma que a situação tem provocado cansaço, indignação e descrença entre os policiais penais, especialistas e técnicos de execução penal. “É inadmissível que profissionais responsáveis pela segurança e pela execução penal continuem submetidos a esse tipo de tratamento”, destaca o documento. O sindicato cobra do governo do Estado uma solução plausível, imediata e definitiva, com a adoção de medidas concretas que garantam respeito e condições dignas aos servidores.

A nota do SINPP é assinada pelo diretor-presidente da entidade, Welton Leite do Nascimento, e foi publicada em Macapá no dia 10 de janeiro de 2026. Até o fechamento desta matéria, o governo do Estado não havia se manifestado oficialmente sobre as denúncias e os protestos.

Familiares de detentos também protestam

O cenário de insatisfação não se restringe aos servidores. No início da noite deste domingo (11), familiares de detentos do Instituto Penitenciário do Amapá (Iapen) interditaram a rodovia Duca Serra, principal via de ligação entre Macapá e Santana, em protesto contra os constantes atrasos e a baixa qualidade da alimentação oferecida aos internos. Segundo os familiares, a refeição do almoço teria sido entregue apenas no fim da tarde, por volta das 17h. A responsabilidade pelo fornecimento da comida é atribuída à empresa Nutrimax, contratada pelo Estado para prestar o serviço.

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