Unifap abre Summit da Economia Circular com mais de 40 startups e R$ 325 mil em premiação para projetos inovadores
Evento acontece de 19 a 22 de outubro, em Macapá, com palestras, oficinas e exposição de soluções que transformam resíduos amazônicos em produtos e oportunidades de negócios
A Universidade Federal do Amapá (Unifap) inicia nesta segunda-feira (19) o Summit da Economia Circular 2026, evento que reúne pesquisadores, empreendedores, startups e especialistas de diferentes regiões do Brasil para discutir inovação, sustentabilidade e novas oportunidades econômicas a partir do reaproveitamento de resíduos. A programação segue até quinta-feira (22), no campus Marco Zero, em Macapá, com entrada gratuita.
Realizado pelo Laboratório Unifap Digital, o encontro contará com mais de 13 palestrantes, exposição de mais de 40 startups e iniciativas sustentáveis, além da etapa final do Prêmio Recicla 2026, que distribuirá R$ 325 mil em premiação para projetos inovadores.
O professor Glauber Pereira, coordenador do Summit, explica que a proposta é aproximar a comunidade acadêmica, empreendedores e o setor produtivo, criando oportunidades para que soluções desenvolvidas na Amazônia possam chegar ao mercado.
“É um dos maiores eventos dessa temática aqui no Amapá e também um dos maiores já promovidos pela Universidade Federal do Amapá. Teremos especialistas e palestrantes compartilhando conhecimentos e discutindo soluções para a economia circular”, destacou.
A programação inclui palestras, oficinas, apresentações científicas e a Feira da Economia Circular, instalada no hall da Biblioteca Central da Unifap. Entre os assuntos estão bioeconomia, agricultura digital, cidades inteligentes, inovação tecnológica e reaproveitamento de resíduos eletroeletrônicos.
Projeto começou em 2023 e busca transformar resíduos em negócios
O coordenador do Programa Unifap Digital, professor Rafael Pontes, explica que a realização do Summit representa a ampliação de um trabalho iniciado em 2023, por meio de uma parceria entre a universidade e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).
A iniciativa surgiu de discussões sobre economia circular e descarte de lixo eletrônico e ganhou força com a criação do Prêmio Recicla, voltado ao incentivo de pesquisadores, empreendedores e empresas de base tecnológica.
“A ideia é fomentar pesquisadores, empresas de base tecnológica, autônomos e ideias inovadoras que possam transformar resíduos em negócios, gerar emprego, gerar renda e nota fiscal”, afirmou Rafael.
Segundo o coordenador, o projeto vem ampliando sua atuação no Amapá e agora ganha uma dimensão maior com a participação de especialistas de diferentes estados brasileiros.
“Hoje ele ganha uma robustez maior, se transformando no Summit da Economia Circular e Transformação Digital, com palestrantes do Brasil inteiro que vieram discutir conosco essa pauta tão importante para transformar a realidade da aplicação dos resíduos sólidos em Macapá e em todo o Amapá”, acrescentou.
De caroços de açaí a materiais de construção: resíduos ganham valor econômico
Entre os projetos incentivados pelo Unifap Digital estão soluções que utilizam resíduos amazônicos para produzir novos materiais e produtos comercializáveis.
De acordo com Glauber Pereira, as iniciativas incluem biojoias fabricadas com sementes e resíduos naturais, filtros de água desenvolvidos a partir do caroço do açaí, materiais para a construção civil, como tijolos, telhas e argamassas, além de cosméticos produzidos com óleos vegetais e acessórios confeccionados com garrafas PET recicladas.
O coordenador explica que muitas dessas ideias já apresentam potencial comercial, mas ainda enfrentam dificuldades para ampliar a produção.
“A ideia é conectar essas propostas com o mercado e ganhar escala. Geralmente, elas vêm de um contexto mais artesanal, com pouca escalabilidade, e buscam fomento para testagem e prototipagem mais robustas”, explicou.
Para enfrentar esse desafio, o Laboratório Unifap Digital mantém um Escritório de Projetos, responsável por orientar empreendedores, identificar oportunidades de financiamento e estabelecer conexões com instituições parceiras.
Atualmente, mais de 45 projetos são acompanhados pelo escritório. A expectativa é que, no próximo ano, mais de 200 iniciativas possam receber orientação e mentoria.
O trabalho busca aprimorar tecnologias, avaliar a viabilidade comercial das soluções e permitir que produtos desenvolvidos em pequena escala alcancem novos mercados.
Prêmio Recicla terá 20 finalistas disputando R$ 325 mil
Um dos momentos mais aguardados do Summit será a etapa final do Prêmio Recicla 2026, que chega à terceira edição.
Neste ano, segundo Glauber Pereira, foram registrados 163 projetos inscritos. Desse total, 20 chegaram à fase final, que será realizada na quarta-feira (21), a partir das 18h, no auditório da Biblioteca Central da Unifap.
Os participantes apresentarão suas propostas a uma banca avaliadora, em um formato conhecido como pitch, no qual precisam demonstrar a inovação, a viabilidade e o potencial de mercado de seus projetos.
A premiação total será de R$ 325 mil, destinada a incentivar o desenvolvimento de soluções sustentáveis e ampliar as possibilidades de geração de renda por meio da economia circular.
A cerimônia de premiação está marcada para quinta-feira (22), durante o encerramento do evento.
Programação gratuita
O Summit da Economia Circular 2026 acontece entre os dias 19 e 22 de outubro, com atividades concentradas no hall e no auditório da Biblioteca Central da Unifap, no campus Marco Zero.
A programação começa nesta segunda-feira, com credenciamento, exposições e atividades a partir da tarde. Ao longo da semana, o público poderá acompanhar debates, conhecer projetos inovadores e participar das atividades voltadas ao empreendedorismo sustentável.
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo site unifapdigital.unifap.br. A programação completa também está disponível nas redes sociais do projeto, pelo perfil @unifapdigital.



