Política

Diretora exonerada após evento do filho levanta suspeita de perseguição política no Amapá

A exoneração de Marisa do Socorro Piranha dos Santos Nunes, diretora da Escola Estadual Sílvio Camilo, publicada no Diário Oficial do Amapá desta sexta-feira (5), gerou suspeitas de perseguição política. A remoção ocorre dias após a educadora participar de um evento solidário organizado pelo filho, onde estiveram presentes apoiadores e figuras ligadas à Prefeitura de Macapá e ao grupo político do prefeito de Macapá, Dr. Furlan.

O ato de exoneração, formalizado pelo Decreto nº 10083 e assinado pelo governador Clécio Luís, determina a saída da diretora a partir de 8 de dezembro de 2025. O documento não apresenta justificativas para a decisão. Marisa ocupava cargos na gestão escolar estadual há cerca de nove anos e, segundo o filho, Acson Rodrigo Nunes, ela era considerada uma gestora dedicada e respeitada.

Ele afirma que a coincidência entre o evento e a exoneração não é casual. Acson explica que organiza um jogo solidário há 13 anos, reunindo amigos, colaboradores e diversos apoiadores, entre eles, nesta edição, o vereador Bruno Igrejas, líder do prefeito na Câmara Municipal, e João Furlan, irmão do prefeito de Macapá.

Acson conta que a mãe esteve no evento apenas como apoiadora, como já faz desde o início do projeto, e que publicou uma foto no status do WhatsApp, sem intenção política. A imagem teria circulado em grupos antes da exoneração.

“Minha mãe trabalha como diretora há uns nove anos. Ela é extremamente competente e querida. No evento, tinham amigos e apoiadores, alguns ligados à prefeitura. Ela colocou uma foto no status, sem maldade, e acho que vazaram prints. Depois disso saiu a exoneração. Ela só estava me acompanhando e ajudando o próprio filho. Acreditamos que foi perseguição política”, afirmou.

Sem fins políticos

O jogo solidário organizado por Acson já está na 13ª edição e tem como principal finalidade arrecadar e distribuir cestas básicas em comunidades carentes e áreas de ressaca de Macapá. Segundo ele, o trabalho é totalmente voluntário e sustentado com a ajuda de amigos e apoiadores que participam todos os anos.

“A gente faz esse trabalho com amigos, não é nada político. É um projeto que arrecada e entrega cestas nas comunidades carentes e áreas de ressaca. Minha mãe sempre me ajudou, desde a época em que meu pai ainda era vivo. Ela estava lá como sempre esteve. Mexeu muito com a gente ver ela ser afetada por algo que não tem ligação política nenhuma”, disse Acson.

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