Inquérito policial conclui que vendedora morta em Santana também sofreu violência sexual
A Polícia Civil do Estado do Amapá concluiu, nesta terça-feira (24), o inquérito que apura o latrocínio da jovem Ana Paula Viana Rodrigues, de 19 anos, ocorrido no dia 9 de março de 2026, no município de Santana. O caso, que teve grande repercussão e gerou forte comoção em todo o estado, confirmou que a vítima, além de morta, também foi estuprada.
Ana Paula foi encontrada sem vida dentro da loja onde trabalhava, no centro da cidade, após ser estrangulada. Inicialmente, a ocorrência chamou atenção pelo fato de o autor ter fugido de bicicleta sem levar nenhum item do estabelecimento, segundo informações da Polícia Militar.
Horas após o crime, o principal suspeito, Cláudio Pacheco, conhecido como “Coringa”, foi localizado e preso em uma residência no bairro Elesbão. Durante as buscas, equipes policiais também encontraram, em uma área de mata próxima, o boné que ele utilizava no momento do crime.
De acordo com o delegado Anderson Ramos, titular da 1ª Delegacia de Polícia de Santana, o investigado foi indiciado por latrocínio, estupro e fraude processual, todos em concurso material. A investigação reuniu provas como imagens de monitoramento, perícias biológicas e necroscópicas, análise do local do crime e a confissão do autor.
O relatório final aponta que o crime teve motivação patrimonial. O acusado teria invadido o estabelecimento simulando ser cliente, com a intenção de roubar e sustentar o vício em entorpecentes. Ao encontrar resistência da vítima, utilizou estrangulamento para garantir a consumação do roubo, levando objetos como celular e chaves.
A apuração também confirmou o estupro consumado. Inicialmente tratado como tentativa, o crime foi reclassificado com base em análise técnica que identificou a prática de atos libidinosos mediante violência, suficientes para caracterizar a consumação do delito.
Além disso, o investigado foi indiciado por fraude processual qualificada. Após o crime, ele permaneceu por cerca de 23 minutos no local, tentando eliminar vestígios. Entre as ações, retirou o roteador de internet para impedir o envio de imagens das câmeras e alterou a cena para dificultar a coleta de provas.
Uma mulher também foi implicada por receptação do celular roubado e confessou participação.
Ana Paula era acadêmica do curso de Ciências Biológicas na Universidade Federal do Amapá, e sua morte provocou forte comoção social, com manifestações de pesar e pedidos por justiça.
O Ministério Público do Estado do Amapá já ofereceu denúncia formal contra o investigado, seguindo a mesma linha de tipificação penal e reconstrução dos fatos apresentada pela Polícia Civil. O caso agora segue para tramitação na Justiça.



