Denúncia aponta abandono e risco a animais no Bioparque da Amazônia em Macapá
Uma denúncia recebida pelo Portal 1 Norte revela um cenário preocupante de possível descaso da Prefeitura de Macapá com o Bioparque da Amazônia, envolvendo falta de água, interrupção na alimentação dos animais e fragilização da equipe técnica responsável pelo cuidado da fauna.
De acordo com relatos e imagens encaminhadas à reportagem, os tanques de animais aquáticos, incluindo peixes-boi, teriam ficado em condições críticas na última semana. Vídeos mostram piscinas praticamente vazias após o parque passar um dia inteiro sem abastecimento de água, situação considerada inédita por fontes internas, que afirmam que, na gestão anterior, o bem-estar dos animais era prioridade. Após o colapso no abastecimento de água, apenas uma piscina teria sido totalmente limpa.
Alimentação comprometida
A situação se agrava na área de alimentação animal. Segundo a denúncia, o contrato de fornecimento venceu no dia 14 de março de 2026 e, até o momento, não teria sido renovado nem substituído por outro instrumento legal válido. Um aditivo estaria em tramitação, mas não teria sido concluído adequadamente.
Imagens recentes mostram caixas de alimentos vazias, reforçando a denúncia de que os animais estariam sem alimentação regular. “A alimentação deles não pode esperar, é essencial”, afirma a fonte.
Possível paralisação de serviços
Outro ponto crítico envolve o vencimento, nesta semana, do contrato de trabalhadores terceirizados, incluindo tratadores, equipe de limpeza, jardineiros e funcionários da recepção. Sem esses profissionais, o funcionamento do parque pode ser diretamente afetado.
Ainda segundo a denúncia, existia um processo regular de contratação em andamento, mas ele não teria sido finalizado, abrindo espaço para possíveis contratações emergenciais.
Suspeitas de irregularidades
A denúncia também levanta suspeitas sobre a possível contratação emergencial da empresa MQY Empreendimentos, supostamente ligada a um empresário que já teria atuado anteriormente no parque. Há alegações de problemas trabalhistas envolvendo o responsável, o que poderia indicar tentativa de contornar impedimentos legais por meio de terceiros.
Equipe técnica desmontada
Outro aspecto considerado grave é a exoneração completa da equipe técnica especializada, sem transição adequada. Segundo as informações, os cargos estariam sendo ocupados por estudantes, incluindo uma responsável técnica que ainda não concluiu a formação em Medicina Veterinária.
O Regimento Interno do Bioparque estabelece que a Gerência Executiva Técnica deve ser ocupada por profissional qualificado, responsável por coordenar estudos, emitir pareceres e supervisionar atividades relacionadas à fauna e flora. A substituição por pessoal sem formação completa levanta dúvidas sobre a capacidade técnica atual da gestão.



