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Amapá está entre os estados com maior índice de violência sexual contra adolescentes, aponta IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revelou, na edição 2024 da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), que o Amapá ocupa uma das posições mais preocupantes do país em relação à violência sexual contra adolescentes. O estado aparece com 13,5% de escolares vítimas, ficando entre os três maiores índices do Brasil, atrás apenas do Amazonas (14,0%) e à frente do Tocantins (13,0%).

Realizada em parceria com o Ministério da Saúde e com apoio do Ministério da Educação, a pesquisa entrevistou estudantes de 13 a 17 anos de escolas públicas e privadas em todo o país, revelando um cenário de agravamento da violência sexual e do bullying, especialmente entre meninas.

De acordo com os dados, 18,5% dos adolescentes relataram já ter sofrido algum tipo de assédio sexual ao longo da vida, como toques, beijos ou exposição do corpo sem consentimento. Entre as meninas, o percentual chega a 26%, mais que o dobro do registrado entre os meninos (10,9%). Em relação a 2019, houve aumento de 3,8 pontos percentuais nesse tipo de violência.

A pesquisa também mostra crescimento nos casos mais graves. Em 2024, 8,8% dos estudantes afirmaram ter sido obrigados a manter relações sexuais contra a própria vontade, um aumento de 2,5 pontos percentuais em relação à edição anterior. As meninas (11,7%) e alunos da rede pública (9,3%) são os mais afetados. 

A Região Norte concentra os maiores índices desse tipo de violência, com 11,7%, acima da média nacional.

Outro dado alarmante diz respeito à idade das vítimas: entre os cerca de 1,1 milhão de adolescentes que relataram terem sido forçados a manter relações sexuais, a maioria (66,2%) tinha 13 anos ou menos quando o abuso ocorreu.

Os agressores, segundo os estudantes, estão principalmente dentro do convívio próximo. Nos casos de violência sexual, 26,6% apontaram familiares, seguidos por pessoas desconhecidas (23,2%) e namorados(as) (22,6%). Já nos episódios de assédio, aparecem também amigos e conhecidos, evidenciando um padrão diversificado de violência.

Além da violência sexual, a PeNSE 2024 identificou o aumento do bullying nas escolas brasileiras, com maior frequência entre estudantes que já vivenciam situações de vulnerabilidade.

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