Cidade

Psicólogo que delatou jornalistas na Operação “Palanque Digital” já foi preso em flagrante por furto a prédio público

O psicólogo Gleidson Alves Barros, delator que embasou a Operação “Palanque Digital”, deflagrada contra jornalistas e comunicadores no Amapá, também possui histórico de envolvimento em ocorrências policiais, incluindo uma prisão em flagrante por furto qualificado a um prédio público municipal, em dezembro de 2025.

A operação da Polícia Federal que teve como alvo profissionais da imprensa foi baseada, entre outros elementos, nas declarações prestadas por Gleidson às autoridades, que o colocaram na condição de informante da investigação. Antes da operação, o psicólogo chegou a publicar uma foto em suas redes sociais com um indicativo de que estava na sede da vice-governadoria do Estado.

Entretanto, documentos obtidos pelo Portal 1 Norte revelam que o mesmo psicólogo foi preso em flagrante no dia 30 de dezembro de 2025, após ser encontrado dentro do prédio do Instituto Municipal de Promoções e Políticas de Igualdade Racial (Improir), em Macapá, durante uma tentativa de furto de equipamentos públicos.

Confissão do crime

Segundo o relatório final da Polícia Civil, Gleidson trabalhava havia cerca de três meses no instituto, como prestador de serviço na área de comunicação visual e redes sociais. No interrogatório, ele confessou ter participado da retirada de três centrais de ar-condicionado e afirmou que agiu por dificuldades financeiras e acúmulo de dívidas. Também declarou que contou com a participação de outros indivíduos, cuja identificação completa não soube fornecer.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, a investigação concluiu que Gleidson facilitou o acesso ao prédio por conhecer sua rotina de funcionamento e se valeu da relação de confiança que possuía com a repartição pública. O relatório policial o indiciou por furto qualificado pelo abuso de confiança, concurso de pessoas e por se tratar de bens pertencentes ao poder público.

Prisão em flagrante

Conforme o auto de prisão, um guarda municipal que fazia a vigilância do Improir percebeu que quatro centrais de ar-condicionado haviam sido retiradas de seus locais e encontravam-se prontas para serem levadas. Ao verificar o interior do prédio, encontrou Gleidson acompanhado de outros três homens.

Quando questionado, o psicólogo alegou inicialmente que estava no local apenas para buscar uma mochila. Após a chegada da equipe da Guarda Municipal e do secretário responsável pelo órgão, acabou admitindo participação na retirada dos equipamentos. Os demais suspeitos fugiram antes da abordagem, permanecendo apenas Gleidson no local, onde também foram encontrados dois controles remotos das centrais de ar em sua posse.

Além das centrais de ar, o secretário do instituto informou que dois computadores completos também haviam sido subtraídos do prédio.

Na época da ocorrência, Gleidson chegou a ser exonerado do cargo que ocupava na Prefeitura de Macapá.

Indiciamento

No relatório encaminhado ao Poder Judiciário, a Polícia Civil concluiu que havia provas suficientes de autoria e materialidade, destacando, inclusive, a confissão do investigado. O delegado indiciou Gleidson Alves Barros por furto qualificado, ressaltando que ele se aproveitou da facilidade proporcionada pela função que exercia no órgão público e atuou em conjunto com outros envolvidos.

O caso tramita na Justiça sob a forma de Auto de Prisão em Flagrante, distribuído à 2ª Vara de Garantias de Macapá.

Screenshot

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo