Servidores da saúde mantêm protesto em frente à Prefeitura e cobram reunião com Pedro DaLua*
Profissionais da saúde da Prefeitura de Macapá seguem mobilizados em frente ao prédio da administração municipal, onde mantêm o quinto dia de protesto cobrando o cumprimento de direitos trabalhistas, melhores condições de trabalho e abertura de diálogo com a gestão do prefeito interino Pedro DaLua.
Munidos de faixas e cartazes, os servidores denunciam a retirada de benefícios, atrasos no pagamento de direitos e o que classificam como falta de valorização das categorias da saúde.
De acordo com Jeferson Soares, representante do Sindicato dos Servidores Auxiliares do Quadro em Extinção da Prefeitura de Macapá (Sindae), a principal reclamação é a perda de benefícios e a atuação da cúpula da Secretaria Municipal de Saúde.
“Estamos aqui reivindicando os nossos direitos. Cortaram o nosso auxílio-jaleco, o adicional noturno e têm pago as nossas férias de forma errada. A nossa categoria é a mais desprezada pela secretaria”, afirmou.
O sindicalista também pediu que o prefeito exonere a secretária municipal de Saúde, Renilda, e a subsecretária Karen, responsabilizando ambas pelos problemas enfrentados pelos trabalhadores.
Segundo ele, as medidas adotadas pela gestão têm prejudicado não apenas os servidores representados pelo Sindae, mas também outras categorias da saúde.
Já o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Amapá (Sindaesf), Ivanilson Campos, afirmou que a paralisação entrou no quinto dia sem que a Prefeitura tenha recebido os representantes da categoria.
Entre as reivindicações apresentadas pelo sindicato estão o pagamento de uma incorporação de R$ 203, atualmente quitada em folha suplementar, o cumprimento de incorporações reconhecidas por decisão judicial e a restituição do abono permanência retirado de servidores sindicalizados.
“Estamos no quinto dia de greve e o prefeito DaLua ainda não recebeu a categoria. Vamos continuar aqui até que ele nos receba”, declarou Ivanilson.
Os manifestantes afirmam que permanecerão mobilizados em frente à Prefeitura de Macapá até que a administração municipal abra negociação e apresente respostas às reivindicações.



