Deputado R. Nelson Vieira critica remanejamento de R$ 28 milhões do CACON para equipar Novo Hospital de Emergência
O deputado estadual R. Nelson Vieira afirmou que o Governo do Amapá remanejou R$ 28,8 milhões inicialmente destinados à implantação do Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) para a aquisição de equipamentos médico-hospitalares do Novo Hospital de Emergência (NHE). A crítica foi feita nesta sexta-feira (10), por meio de publicação nas redes sociais.
Segundo o parlamentar, a mudança demonstra falta de planejamento na gestão da saúde pública estadual. Ele argumenta que o problema não está na compra dos equipamentos para o novo hospital, mas no fato de os recursos terem sido retirados de um projeto voltado à ampliação da assistência oncológica.
“Na prática, recursos destinados à ampliação da rede de saúde e ao atendimento de pacientes com câncer estão sendo retirados para suprir uma falha de planejamento”, escreveu.
De acordo com os documentos divulgados pelo deputado, o remanejamento foi autorizado por meio do Decreto nº 4.692, de 1º de julho de 2026, que abriu crédito suplementar. A Nota de Crédito da Secretaria de Estado do Planejamento aponta a anulação de R$ 28.806.101,00 da ação “Implantar o Centro de Tratamento em Oncologia – CACON”, vinculada à Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf), com a transferência do mesmo valor para o Fundo Estadual de Saúde (FES).
Na observação do documento, consta que o crédito adicional tem como finalidade atender despesas com a aquisição de equipamentos médico-hospitalares para o Novo Hospital de Emergência.
Parlamentar cobra planejamento
Na publicação, R. Nelson Vieira afirma que obras dessa dimensão deveriam ter contemplado, desde o início, os recursos necessários para equipar a unidade hospitalar.
“O problema não é equipar o hospital. O problema é que isso deveria ter sido previsto desde o início da obra”, destacou.
O deputado também ressalta que os valores remanejados são provenientes de operação de crédito, modalidade que, segundo ele, deve ser aplicada em investimentos estruturantes e exige responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
“Quando é preciso retirar dinheiro de um projeto essencial para fazer outro funcionar, fica evidente que o planejamento falhou. Quem perde é a população, que continua aguardando a ampliação da assistência oncológica enquanto assiste à improvisação na gestão dos recursos públicos”, afirmou.
Ao final da publicação, o parlamentar disse que continuará fiscalizando os atos do Executivo.



