Meio Ambiente

Amapá registra uma das menores taxas de desmatamento da Amazônia, aponta instituto

Estado teve apenas 2 km² de floresta derrubada em setembro, enquanto o Pará concentrou mais da metade de toda a área desmatada na região

O Amapá está entre os estados com menor área de desmatamento registrada na Amazônia Legal. Em setembro de 2026, apenas 2 quilômetros quadrados de floresta foram derrubados em território amapaense, o equivalente a aproximadamente 1% do total identificado na região. No mesmo período, o vizinho Pará respondeu por 53% de toda a devastação, com 198 km² desmatados.

Os números fazem parte do levantamento divulgado na quinta-feira (29) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), por meio do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), que utiliza imagens de satélite para monitorar a cobertura florestal. Setembro de 2026 · Imazon

A diferença entre os dois estados chama atenção. Enquanto o Amapá registrou o equivalente a 200 hectares de floresta derrubada, a área desmatada no Pará foi 99 vezes maior.

O resultado coloca o Amapá ao lado do Tocantins entre os estados com os menores registros de desmatamento no mês. Entretanto, os números correspondem exclusivamente a setembro e não representam o acumulado do ano.

Pará concentra mais da metade do desmatamento

Em toda a Amazônia Legal, o Imazon identificou a perda de 374 km² de floresta durante setembro. O Pará liderou o levantamento, seguido pelo Amazonas, com 60 km², e pelo Acre, com 48 km².

Um dado chama atenção: somente o município paraense de Portel registrou 22 km² de desmatamento, área 11 vezes superior à identificada em todo o Amapá.

Além de Portel, outros sete municípios do Pará aparecem entre os dez que mais desmataram a Amazônia no período. Juntos, eles responderam por 91 km² de floresta derrubada.

O levantamento também revela que 58% do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diferentes estágios de posse. Outros 27% foram registrados em assentamentos, 12% em unidades de conservação e 3% em terras indígenas. Imazon

Amazônia registra aumento de 34%

Apesar do resultado relativamente baixo apresentado pelo Amapá, o cenário regional exige atenção. O desmatamento na Amazônia aumentou 34% em setembro de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado.

A área de floresta derrubada passou de 279 km², em setembro de 2025, para 374 km² neste ano.

Mesmo com o crescimento, setembro de 2026 apresentou o segundo menor resultado para o mês nos últimos oito anos, ficando atrás apenas de 2025.

Outro indicador acompanhado pelo Imazon é a degradação florestal, provocada principalmente por queimadas e exploração madeireira. Em setembro, a Amazônia registrou 1.239 km² de florestas degradadas, aumento de 21% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Preservação continua sendo desafio

O baixo registro de desmatamento no Amapá reforça a importância da conservação de suas florestas, mas também evidencia a necessidade de manter ações permanentes de monitoramento, fiscalização e proteção ambiental.

Embora o estado apresente uma das menores áreas desmatadas no levantamento, a comparação com outras unidades da federação deve considerar diferenças de extensão territorial, ocupação econômica e características ambientais.

Os dados do Imazon mostram que a preservação da Amazônia continua sendo um desafio para toda a região, especialmente diante do avanço da derrubada de florestas em determinados territórios.

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