Política

Repercussão nacional: Veja aponta Clécio Luís e Davi Alcolumbre na mira do MP Eleitoral

Uma reportagem publicada pela revista Veja, nesta segunda-feira (22), colocou o Amapá no centro do noticiário político nacional ao revelar que o governador Clécio Luís (Solidariedade) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), passaram a ser alvo de uma representação do Ministério Público Eleitoral (MPE) por suposta propaganda eleitoral antecipada.

Segundo a publicação, a ação do MP tem como base a participação dos dois em um evento de inauguração do Centro de Radioterapia do Amapá, realizado no início de dezembro, em Macapá. Para a Promotoria Eleitoral, o ato institucional teria sido “desvirtuado para servir de palanque político e autopromoção”, com vistas às eleições de 2026.

De acordo com a reportagem da Veja, o Ministério Público sustenta que discursos e postagens feitas nas redes sociais dos representados utilizaram expressões interpretadas como um pedido implícito de voto. Termos como “time que joga junto”, “passar a bola para o artilheiro fazer o gol” e “parceria que dá resultado” foram enquadrados pelo órgão como exemplos do que a jurisprudência chama de “equivalência semântica”, quando não há pedido explícito de voto, mas a mensagem induz o eleitor a apoiar determinado projeto político.

Na representação, o MP Eleitoral pede a aplicação de multa no valor máximo previsto em lei, de R$ 25 mil, tanto para o governador quanto para o senador. Além disso, foi solicitada, em caráter liminar, a retirada de vídeos, fotos e slogans relacionados à inauguração das redes sociais oficiais e pessoais dos envolvidos. Esse pedido, no entanto, foi negado pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), desembargador Carmo Antonio de Souza, que entendeu não haver, em análise inicial, risco imediato ao equilíbrio da disputa eleitoral.

Ainda conforme destacou a Veja, o magistrado ressaltou que inaugurações de obras públicas são, em regra, atos festivos e que eventuais excessos devem ser analisados com maior profundidade no mérito da ação. Mesmo assim, Clécio Luís e Davi Alcolumbre foram intimados a apresentar defesa no prazo de dois dias.

A repercussão do caso em um dos principais veículos de comunicação do país amplia a pressão política sobre o governo do Amapá e sobre o senador, sobretudo em um contexto de pré-articulação para as eleições de 2026, e mantém o estado sob os holofotes do debate nacional sobre os limites entre atos institucionais e promoção eleitoral.

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