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MPF abre inquérito para investigar falhas na saúde pública do Amapá na gestão Clécio

Investigação aponta suspeitas de omissão do Estado, demora nas filas do SUS e falta de estrutura para realização de cirurgias especializadas

O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito para investigar possíveis falhas estruturais e omissões na prestação de serviços de saúde pública no Amapá na gestão de Clécio Luís. A informação foi divulgada neste domingo (25) pela revista Veja, em reportagem assinada pelo jornalista Robson Bonin, que classifica a situação como um “apagão” na saúde estadual.

De acordo com a publicação, a investigação teve origem em uma denúncia apresentada em 2025, relacionada à demora na realização de uma cirurgia de mamoplastia redutora pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O caso levou o MPF a ampliar a apuração para verificar se existem problemas estruturais que comprometem o acesso da população a procedimentos especializados.

Entre os pontos investigados estão o acúmulo de pacientes aguardando atendimento, a demora excessiva nas filas de regulação e a possível insuficiência da estrutura operacional e dos contratos disponíveis para a realização de cirurgias de mamoplastia redutora e reparadora funcional.

Possível omissão do poder público

A investigação busca identificar se a demora nos procedimentos representa uma violação ao direito constitucional à saúde e se há responsabilidade do poder público pela insuficiência dos serviços oferecidos.

A reportagem da Veja também chama atenção para a influência política do Amapá no cenário nacional, citando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o líder do governo Lula no Congresso, Randolfe Rodrigues.

A abertura do inquérito não significa que as irregularidades estejam comprovadas. O procedimento permitirá ao MPF aprofundar a apuração sobre as condições de atendimento e eventuais omissões na rede pública.

O caso coloca novamente em discussão os desafios da saúde pública amapaense, especialmente a capacidade do SUS de atender à demanda por procedimentos especializados e garantir assistência em prazo adequado à população.

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