Economia

Petrobras prevê perfuração de mais três poços de petróleo na costa do Amapá a partir de 2027

Após duas descobertas no poço Morpho, estatal prepara nova etapa de exploração na Bacia da Foz do Amazonas para avaliar o potencial das reservas e a viabilidade de produção comercial.

A Petrobras prevê iniciar, em 2027, uma nova etapa de perfurações na costa do Amapá, com a exploração de mais três poços no bloco FZA-M-59, localizado na Bacia da Foz do Amazonas. O planejamento ocorre após a confirmação de duas descobertas de petróleo no poço Morpho, anunciadas em agosto e outubro deste ano, que reforçaram as expectativas sobre o potencial petrolífero da região.

Atualmente, a sonda NS-42, que opera a aproximadamente 175 quilômetros do litoral amapaense, realiza as atividades finais de perfuração do poço Morpho. Após a conclusão dos trabalhos, a embarcação deverá seguir para a Bacia Potiguar, entre o Rio Grande do Norte e o Ceará, enquanto outra unidade será mobilizada para dar continuidade às operações exploratórias no Amapá.

De acordo com o cronograma atualizado pela Petrobras e encaminhado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), os próximos poços serão denominados Manga, PAD Morpho, também chamado de Morpho Extensão, e Crotalus.

A previsão é que a perfuração de Manga aconteça entre março e outubro de 2027. Já os trabalhos no PAD Morpho estão programados para começar em novembro do mesmo ano, com conclusão em junho de 2028. O terceiro poço, Crotalus, deverá ser perfurado entre julho de 2028 e janeiro de 2029.

As novas perfurações permitirão à companhia ampliar o conhecimento sobre as características geológicas da região, dimensionar os volumes de petróleo existentes e avaliar a viabilidade econômica de uma futura produção comercial.

Duas descobertas reforçam potencial da região

A primeira descoberta de petróleo no poço Morpho foi anunciada em agosto deste ano. Em 2 de outubro, a Petrobras confirmou uma segunda ocorrência, identificada em uma camada mais profunda da formação geológica.

O poço está localizado em águas ultraprofundas, em uma região onde a profundidade do mar chega a 2.886 metros.

Segundo a Petrobras, as análises iniciais confirmaram a boa qualidade do petróleo encontrado na primeira descoberta. A companhia continua avaliando amostras e dados coletados durante a perfuração para determinar as características do reservatório.

As descobertas são consideradas importantes para a estratégia de expansão da estatal na Margem Equatorial brasileira, uma das principais apostas da indústria petrolífera para a identificação de novas reservas no país.

Investimentos na Margem Equatorial

A exploração na costa do Amapá integra um programa mais amplo de investimentos da Petrobras na Margem Equatorial, região que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte.

Conforme o Plano Estratégico 2026–2030, a companhia prevê investir US$ 2,5 bilhões na perfuração de 15 poços exploratórios ao longo dessa faixa marítima.

Apesar dos resultados considerados promissores, a descoberta de petróleo não significa o início imediato da produção. A Petrobras ainda precisa concluir estudos técnicos, dimensionar as reservas, avaliar a viabilidade econômica e cumprir as exigências ambientais necessárias para eventuais novas etapas do empreendimento.

A exploração da Margem Equatorial também permanece no centro de discussões sobre os possíveis impactos ambientais e as oportunidades econômicas associadas à atividade petrolífera.

Para o Amapá, a continuidade das pesquisas representa uma etapa importante na avaliação do potencial energético de sua costa, embora a eventual geração de empregos, receitas e investimentos associados à produção comercial ainda dependa dos resultados das próximas fases exploratórias.

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