PF investiga esquema de fraude em empréstimos consignados de servidores públicos no Amapá

Operação Margem Zero cumpriu sete mandados de busca e apreensão em Macapá e Mazagão; suspeitos cobravam percentuais para liberar novos empréstimos de servidores sem margem disponível
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (22), a Operação Margem Zero, para investigar um suposto esquema de fraudes em empréstimos consignados envolvendo servidores públicos estaduais e municipais do Amapá. A ação resultou no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão nos municípios de Macapá e Mazagão.
De acordo com a PF, as investigações tiveram início após o recebimento de informações sobre possíveis irregularidades em contratos de crédito consignado. O esquema investigado envolvia a manipulação de registros de empréstimos para permitir novas operações financeiras, mesmo quando os servidores já haviam comprometido toda a margem disponível.
Segundo a investigação, intermediários abordavam servidores que não possuíam margem consignável e ofereciam a chamada “liberação de margem”. Em troca, exigiam o pagamento de um percentual sobre o valor dos novos empréstimos contratados.
Como funcionava o suposto esquema
A fraude investigada consistiria na exclusão ou desaverbação indevida de contratos de empréstimos que ainda estavam ativos nos sistemas de consignação.
Com essa alteração, o sistema passava a apresentar artificialmente uma margem disponível para o servidor, permitindo a contratação de novos empréstimos que, em condições normais, não poderiam ser autorizados.
A margem consignável corresponde à parcela da remuneração que pode ser comprometida com descontos de empréstimos diretamente na folha de pagamento, respeitando os limites estabelecidos pela legislação.
A Polícia Federal busca esclarecer as circunstâncias das operações e identificar os possíveis responsáveis pelas irregularidades.
Até a divulgação do comunicado oficial, a PF não havia informado o número de servidores envolvidos, os valores movimentados pelo suposto esquema ou a identidade dos investigados.
As investigações continuam para apurar a extensão das possíveis fraudes.



