“Vamos apresentar ao povo a comparação entre o projeto que deu certo e o que não deu”, diz Furlan
Em entrevista concedida na manhã desta quinta-feira (5) à Rádio Forte FM, o prefeito afastado de Macapá, Dr. Furlan (PSD) anunciou que protocolou na Câmara Municipal de Macapá sua descompatibilização da prefeitura para ser pré-candidato ao Governo do Estado nas eleições deste ano. Durante a entrevista, Furlan afirmou que pretende apresentar à população uma comparação entre modelos de gestão ao longo da campanha.
“A gente vai andar daqui pra frente mostrando a comparação entre o projeto que deu certo e o projeto que não deu certo. É muito simples fazer essa comparação. É dessa forma que vamos caminhar e nos apresentar como pré-candidatos, respeitando o calendário eleitoral. Vamos apresentar um projeto de desenvolvimento real para o Estado, um projeto que aconteça de verdade”, declarou.
A decisão que afastou o prefeito foi assinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. Segundo Furlan, a medida foi recebida com surpresa por sua gestão, mas será respeitada enquanto sua defesa trabalha para reverter o caso. “Fomos pegos de surpresa, mas respeitamos a decisão. Já estamos com nossos advogados trabalhando no tribunal de origem, que é o STF, para que seja feita a vontade do povo, que elegeu essa gestão com mais de 85% dos votos”, afirmou.
De acordo com o agora pré-candidato, o empenho do seu corpo jurídico é para reconduzir seu vice, Mario Neto, ao cargo de prefeito, cumprindo os trâmites legais deste processo.
Durante a entrevista, Furlan também confirmou que protocolou oficialmente sua renúncia ao cargo de prefeito na manhã desta quinta-feira, o que o deixa apto a disputar o Governo do Amapá. O agora ex-prefeito destacou que sua decisão de disputar o governo não é apenas pessoal, mas resultado de um movimento que, segundo ele, surgiu ainda no início de sua gestão.
“Sou funcionário do povo, e o povo decidirá onde eu vou. Se eles quisessem, eu terminaria os oito anos de mandato, mas, desde o início, a população pedia que eu pudesse me posicionar como pré-candidato ao Governo, em consequência das muitas entregas que nossa gestão realizou”, declarou.
Ao avaliar os últimos anos de administração municipal, Furlan citou avanços em diversas áreas, com destaque para a saúde pública, onde foram entregues obras na área urbana e também nos distritos da capital.
“A saúde do município avançou significativamente. Foram 38 entregas ao longo desses anos. Fortalecemos a atenção primária, ampliamos a média complexidade e estamos avançando para a alta complexidade com o Hospital Municipal”, afirmou.
“O Amapá precisa avançar assim como avançou Macapá. Nossa capital hoje é uma cidade pujante, e é isso que queremos também para o nosso estado”, disse.
Furlan afirmou ainda que pretende levar para o debate estadual um modelo de gestão baseado em planejamento e metas.
“Sou muito metódico e sistemático. Trabalho com números, pesquisa e metas, e é por isso que entregamos resultados”, explicou.
Sem citar nomes diretamente, ele fez um contraponto com seus adversários e criticou a permanência de um mesmo grupo político no comando do estado ao longo das últimas décadas. “Precisamos romper com o atraso. Há um mesmo grupo político há mais de 30 anos que não consegue entregar resultados. Não entrega uma estrada ou um hospital”, afirmou.
Ele também defendeu uma gestão focada em execução e acompanhamento das ações públicas. “É preciso disposição para trabalhar, acompanhar as obras, cobrar da equipe, acordar cedo e tomar decisões. Precisamos sair do gerúndio e fazer efetivamente o que precisa ser feito”, disse.
Durante a entrevista, Furlan agradeceu o apoio político recebido após sua filiação ao PSD, citando o senador Lucas Barreto e o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. Ele também agradeceu aos partidos que compõem o arco de alianças políticas e afirmou que a experiência à frente da prefeitura marcou sua trajetória pública.
“Ser prefeito de uma capital foi a maior e melhor experiência política que vivi na minha vida. Sempre tratamos o povo com carinho e muitas vezes fizemos mais do que podíamos fazer porque entendemos que a população esperava muito de nós”, afirmou.
Ao final da entrevista, Furlan disse deixar o cargo com sensação de dever cumprido. “Saímos um pouco antes do planejado, mas com o sentimento de dever cumprido. Macapá nunca teve um ciclo de crescimento tão grande. Minha maior aliança é com Deus e com o povo”, concluiu.



