Política

Alcolumbre barra leitura de CPMI do Banco Master e caso pode respingar na política do Amapá

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), descartou nesta quinta-feira (21) fazer a leitura dos pedidos de abertura da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master durante a sessão conjunta convocada para análise de vetos presidenciais à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

A decisão amplia a pressão política em torno do caso envolvendo o Banco Master e levanta questionamentos sobre os impactos que uma eventual investigação parlamentar poderia causar no meio político nacional, especialmente entre aliados do senador amapaense.

Segundo reportagem do Metrópoles, Alcolumbre afirmou que a prioridade da sessão era resolver a situação de municípios inadimplentes, evitando avançar com a instalação da CPMI neste momento.

“Sempre entendi que, quando nós fizéssemos a convocação de uma sessão do Congresso Nacional, a Presidência seria questionada, naturalmente, pela questão da leitura dos requerimentos apresentados de criação de Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito. Mas esse assunto não pode ser o prioritário deste momento da sessão de hoje”, declarou o senador.

O presidente do Congresso também argumentou que mais de 3.200 municípios estão inadimplentes e que esse seria o foco principal da sessão.

Nos bastidores de Brasília, porém, parlamentares avaliam que a resistência à instalação da CPMI está ligada ao potencial destrutivo das investigações, principalmente diante da influência política atribuída ao empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e das conexões do banco com diferentes grupos políticos.

Investigações podem atingir diretamente a política do Amapá

O avanço das investigações envolvendo o Banco Master também pode ter repercussões diretas no Amapá.

Isso porque a gestão do governador Clécio Luís, aliado político de Davi Alcolumbre, realizou um investimento de aproximadamente R$ 400 milhões no Banco Master por meio da previdência estadual.

À época da operação financeira, o comando da previdência estadual estava sob responsabilidade de Jocildo Lemos, indicado ao cargo por Alcolumbre, o que pode ampliar o interesse político sobre eventuais desdobramentos das investigações.

A possibilidade de uma CPMI ganhar força no Congresso preocupa aliados do governo federal e lideranças políticas regionais, principalmente em um cenário pré-eleitoral, em que o aprofundamento das apurações poderia gerar desgaste público e atingir figuras influentes da política nacional.

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