Educação

Falta de professores em escola de Macapá leva pai a cobrar uma solução da prefeitura

A falta de professores na rede municipal de ensino de Macapá tem gerado preocupação entre pais de alunos. Na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Maestro Miguel A. da Silva, no bairro Perpétuo Socorro, um pai denunciou que a turma da filha está há cerca de um mês sem aulas regulares por ausência de docente.

Genilson, que é auxiliar educacional e pai de uma aluna da escola, fez um desabafo cobrando providências imediatas do poder público. Segundo ele, o problema tem afetado diretamente o aprendizado das crianças, especialmente nas séries iniciais, fase considerada essencial para o desenvolvimento da leitura e da escrita.

“Minha filha está no segundo ano, que é quando a criança aprende a ler e escrever. Sem professor, os alunos ficam atrasados. Estou reivindicando como pai e como contribuinte, porque a gente paga imposto e quer que esse direito seja garantido”, afirmou.

Genilson também reforçou que a cobrança não tem motivação política, mas sim a defesa de um direito básico. “Eu não estou fazendo política. Só quero que resolvam. As crianças estão sem aula, e isso não pode continuar”, disse.

O caso expõe uma situação que, de acordo com relatos de outros pais e responsáveis, não é isolada. A falta de profissionais tem sido registrada em diferentes unidades de ensino da capital amapaense.

Ainda na gestão do ex-prefeito Dr. Furlan, a Prefeitura de Macapá realizou um Processo Seletivo Simplificado (PSS) para a contratação de 54 profissionais da educação, entre professores e coordenadores pedagógicos. À época, a previsão era de convocação imediata dos aprovados para suprir demandas urgentes da rede municipal.

No entanto, já sob a administração do atual prefeito Dr. DaLua, os candidatos aprovados ainda não foram chamados, o que tem contribuído para a manutenção do déficit de profissionais nas escolas.

Pais cobram uma solução rápida para evitar prejuízos ainda maiores no calendário escolar e no aprendizado dos estudantes. “Não é questão política. É o direito das crianças à educação. A gente só quer que tenha professor em sala de aula”, reforçou o pai.

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