Deputado cobra conclusão da reforma do Centro de Convenções e questiona contrato de empresa
O deputado estadual R. Nelson Vieira voltou a cobrar explicações do Governo do Amapá sobre o atraso na conclusão das obras de reforma do Centro de Difusão Cultural João Batista de Azevedo Picanço, em Macapá. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o prazo previsto para a entrega da obra já foi encerrado, mas os serviços ainda não foram finalizados.
Segundo Vieira, a placa instalada no local informa que a reforma está orçada em mais de R$ 2 milhões e deveria ter sido concluída em abril deste ano.
“É mais uma obra que o Governo do Estado não conseguiu terminar e entregar”, declarou o deputado durante a gravação realizada em frente ao centro de convenções.
Além de questionar o atraso, o parlamentar levantou dúvidas sobre a atuação da empresa CETUS, responsável pela obra. De acordo com ele, a empresa estaria emitindo notas fiscais em Fortaleza (CE), o que, segundo sua avaliação, faria com que o recolhimento do Imposto Sobre Serviços (ISS) ocorresse fora de Macapá.
“Descobrimos que ela está emitindo nota fiscal no município de Fortaleza. Então, o ISS, que é o imposto municipal, está sendo recebido para o município de Fortaleza e não Macapá”, afirmou.
Na mesma publicação, R. Nelson Vieira reforçou as críticas à demora na entrega do espaço e destacou a importância do equipamento para a cultura amapaense.
“A população aguarda a conclusão deste espaço, mas quando será entregue? A cultura precisa de investimentos, mas também de obras concluídas e colocadas à disposição da população. Enquanto isso, a empresa CETUS continua recebendo milhões em contratos públicos. O que está impedindo a conclusão da obra? Estamos buscando informações e cobrando transparência”, escreveu.
O deputado também afirmou que pretende buscar mais informações sobre os contratos firmados pela empresa e apurar possíveis irregularidades relacionadas à execução da obra. Durante o vídeo, ele mencionou que a CETUS possui contratos em outros estados e alegou haver suspeitas de superfaturamento em obras executadas pela empresa, sem apresentar provas no conteúdo divulgado.



