Lucas Barreto cobra explicações sobre R$ 35 milhões destinados à saúde de Macapá e anuncia ida ao Ministério Público

Senador questiona aplicação de recursos enviados em junho, denuncia atrasos salariais e pede investigação sobre demissões e condições da rede municipal de saúde
O senador Lucas Barreto cobrou explicações da Prefeitura de Macapá na gestão de Pedro DaLua sobre a aplicação de R$ 35 milhões destinados ao custeio da saúde municipal e anunciou que recorrerá ao Ministério Público para solicitar fiscalização dos recursos públicos. A manifestação ocorre em meio a denúncias de atrasos salariais, demissões de trabalhadores e ao anúncio de uma greve dos profissionais da saúde para esta quarta-feira (4).
Em pronunciamento, o parlamentar criticou a situação da rede municipal e responsabilizou a atual administração pelos problemas relatados pelos trabalhadores.
“É inadmissível o que estão fazendo com a saúde de Macapá. Servidores sem salários, serviços sucateados e greve anunciada para amanhã pelo sindicato dos trabalhadores da saúde”, declarou.
Destinação de R$ 35 milhões
Um dos principais pontos levantados pelo senador é a aplicação dos R$ 35 milhões que, segundo ele, foram repassados à Prefeitura de Macapá em junho deste ano, por meio de emenda indicada por seu mandato, para custear serviços de saúde.
“Em junho, a prefeitura recebeu 35 milhões de reais da emenda do nosso mandato para custeio da saúde. Onde está esse dinheiro? Como foi gasto?”, questionou.
Lucas Barreto também cobrou esclarecimentos sobre a demissão de centenas de trabalhadores e a substituição de profissionais durante o período eleitoral, além das condições de funcionamento dos serviços municipais.
O parlamentar defendeu que os gastos sejam examinados pelos órgãos de fiscalização para esclarecer a destinação dos recursos e verificar a regularidade das despesas.
Ministério Público será acionado
Diante das denúncias, Lucas Barreto anunciou que pretende procurar o Ministério Público para solicitar uma investigação sobre a gestão dos recursos destinados à saúde municipal.
“Os gastos, a demissão de centenas de trabalhadores, a substituição de muitos durante o período eleitoral e o sucateamento da saúde precisam ser investigados. Vamos ao Ministério Público exigir prestação de contas e fiscalização rigorosa”, afirmou.
O senador também criticou o que considera uma deterioração dos serviços públicos em poucos meses e cobrou providências da administração municipal.
“Macapá exige resposta e a população não pode pagar por esse descontrole”, concluiu.
A cobrança ocorre em um momento de dificuldades financeiras na Prefeitura de Macapá, administrada interinamente por Pedro DaLua. Na última semana, o gestor confirmou o adiamento do pagamento de parte dos servidores comissionados e contratados administrativos.
As declarações do senador representam cobranças por esclarecimentos e investigação, não havendo, até o momento, comprovação apresentada de irregularidades na aplicação dos R$ 35 milhões. A manifestação da Prefeitura sobre os questionamentos não consta das informações disponíveis.



