Metrópoles aponta cenário de pressão sobre Alcolumbre no Amapá em meio a desgastes em Brasília

Reportagem nacional relaciona dificuldades enfrentadas pelo presidente do Senado na capital federal ao desempenho de seus aliados nas eleições do Amapá
Uma reportagem publicada nesta terça-feira (22) pelo Metrópoles aponta que o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), enfrenta um cenário político de pressão simultânea em Brasília e no Amapá, onde candidatos ligados ao seu grupo disputam as eleições deste ano.
Segundo o veículo, Alcolumbre passou a enfrentar críticas mais intensas de setores da oposição em Brasília nas últimas semanas. A reportagem cita, entre outros episódios, divergências públicas com o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) relacionadas à atuação de Alcolumbre no comando do Senado.
O Metrópoles também destaca que esse embate chegou ao Amapá. A matéria cita o ato realizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), em Macapá, no último dia 13 de setembro, quando o parlamentar fez críticas públicas a Alcolumbre durante manifestação na capital.
Disputa eleitoral entra no centro da análise
No cenário estadual, a reportagem utiliza os números da pesquisa Real Time Big Data divulgada em 8 de setembro para mostrar o desempenho dos principais grupos políticos.
Na disputa pelo Governo do Amapá, Dr. Furlan (PSD) aparece com 62% das intenções de voto, enquanto o governador Clécio Luís (União Brasil), apoiado por Alcolumbre, registra 31%.
O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre os dias 3 e 7 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número AP-04000/2026.
Para o Senado, no resultado consolidado dos dois votos, a pesquisa apontou Rayssa Furlan (Podemos) com 33%, seguida de Randolfe Rodrigues (PT), com 20%, e Lucas Barreto (PSD), com 14%. Em 2026, o Amapá elege dois senadores.
Resultado no Amapá é acompanhado de Brasília
Na avaliação apresentada pelo Metrópoles, uma eventual mudança na configuração política do Governo do Estado, da bancada do Senado e dos representantes do Amapá na Câmara poderá alterar a correlação de forças do grupo de Alcolumbre no estado.
A reportagem afirma ainda que setores ligados ao PL acompanham a eleição amapaense também pensando na futura disputa pelo comando do Senado em 2027. Segundo o veículo, o partido trabalha para ampliar sua bancada na Casa e considera o desempenho dos aliados de Alcolumbre no Amapá como um dos componentes desse cenário político.
O Metrópoles também aponta movimentos de Alcolumbre para fortalecer seu grupo político, citando a defesa da exploração de petróleo na Margem Equatorial e uma aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em torno da sustentação política da candidatura de Clécio Luís.
A análise publicada nacionalmente coloca, portanto, a eleição do Amapá dentro de uma disputa que ultrapassa as fronteiras do estado e envolve também a composição de forças no Congresso Nacional a partir de 2027.



