Política

Rayssa Furlan faz história e se torna a primeira mulher eleita senadora pelo Amapá

Com 92,79% das urnas apuradas, candidata do Podemos lidera a disputa; Lucas Barreto também garante vaga e Randolfe Rodrigues fica sem mandato a partir de 2027

Rayssa Furlan (Podemos) fez história neste domingo (4) ao se tornar a primeira mulher eleita senadora pelo Amapá. Com 92,79% das urnas apuradas, ela aparece na liderança da disputa, com 29,77% dos votos, somando 244.670 votos.

A segunda vaga do estado no Senado ficou com Lucas Barreto (PSD), reeleito com 24,11%, equivalente a 198.150 votos.

Com as duas vagas matematicamente definidas, Rayssa e Lucas representarão o Amapá no Senado pelos próximos oito anos, a partir de 2027. Neste pleito, cada estado e o Distrito Federal elegem dois senadores. 

Um resultado histórico

A eleição de Rayssa quebra uma barreira histórica na política amapaense. Apesar de mulheres já terem ocupado cadeira no Senado representando o estado em outras circunstâncias, Rayssa é a primeira mulher escolhida diretamente pelas urnas para o cargo de senadora pelo Amapá.

A possibilidade dessa marca histórica já vinha sendo destacada desde antes da campanha. Em 2025, quando seu nome começou a ganhar força para a disputa, Rayssa era apontada como uma possível primeira senadora eleita do estado. 

Ela chegou à eleição deste ano com um capital eleitoral relevante. Em 2022, já havia disputado o Senado e conquistado mais de 174 mil votos, mas não conseguiu a vaga. Quatro anos depois, voltou à disputa em um cenário com duas cadeiras disponíveis e ampliou significativamente sua votação. 

Na campanha de 2026, Rayssa apareceu entre os principais nomes da disputa desde os primeiros levantamentos. Na reta final, pesquisas como Real Time Big Data e AtlasIntel a colocavam na liderança ou entre os candidatos mais competitivos. 

Lucas Barreto conquista reeleição

A outra vaga ficou com Lucas Barreto, do PSD. Senador desde 2019, ele disputou neste domingo a renovação de seu mandato e garantiu mais oito anos no Congresso Nacional.

Lucas chegou à campanha buscando a primeira reeleição ao Senado e terminou a disputa em segundo lugar, atrás de Rayssa, mas à frente dos demais concorrentes. 

A eleição dos dois também consolida o desempenho do grupo político que teve Dr. Furlan eleito governador do Amapá neste domingo.

Randolfe fica sem mandato

Um dos principais resultados políticos da disputa é a derrota de Randolfe Rodrigues (PT).

Senador pelo Amapá desde 2011 e atualmente líder do governo federal no Congresso, Randolfe buscava mais uma reeleição, mas não conseguiu ficar entre os dois primeiros colocados.

Com as vagas destinadas a Rayssa Furlan e Lucas Barreto, Randolfe deixará o Senado ao fim do atual mandato e, a partir de 2027, ficará sem cargo eletivo.

A derrota encerra, pelo menos neste momento, uma trajetória de 16 anos consecutivos de Randolfe no Senado Federal.

Na véspera da eleição, ele ainda aparecia em pesquisas disputando diretamente uma das vagas. Levantamento AtlasIntel divulgado no sábado (3) mostrava Rayssa com 25,3%, Randolfe com 19,9% e Lucas com 19,7%, em cenário que apontava uma disputa apertada pela segunda cadeira. 

As urnas, porém, produziram uma diferença mais clara. Com mais de 92% da apuração concluída, Rayssa e Lucas já aparecem oficialmente como eleitos, encerrando a disputa pelas duas vagas do Amapá no Senado.

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