Economia

Cesta básica em Macapá custa R$ 672 e compromete quase metade do salário mínimo

O custo da cesta básica em Macapá chegou a R$ 672,06 em março de 2026, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O valor representa um aumento de 1,71% em relação a fevereiro e confirma a tendência de alta registrada em todas as capitais brasileiras no período.

Apesar de não estar entre as cestas mais caras do país, o impacto no orçamento das famílias é significativo. De acordo com a pesquisa, o trabalhador que recebe um salário mínimo precisou comprometer 44,82% da renda líquida para adquirir os produtos básicos de alimentação.

Além disso, foram necessárias 91 horas e 13 minutos de trabalho para garantir a compra da cesta em Macapá, o equivalente a mais de duas semanas de jornada considerando um expediente padrão.

No acumulado do ano, entre dezembro de 2025 e março de 2026, a cesta básica na capital amapaense já registra alta de 3,21%.

Alta nos alimentos pressiona custo de vida

Entre os itens que mais contribuíram para o aumento da cesta em Macapá estão alimentos essenciais do dia a dia. Nove dos 12 produtos pesquisados apresentaram elevação de preços, com destaque para tomate (7,74%), arroz (3,80%) e feijão (1,86%).

Também registraram alta produtos como banana, farinha de mandioca, manteiga, café e carne bovina. Por outro lado, itens como açúcar e leite apresentaram leve queda no período.

Cenário nacional

O levantamento do Dieese aponta que o custo da cesta básica aumentou nas 27 capitais brasileiras em março. A cesta mais cara foi registrada em São Paulo, com R$ 883,94, enquanto os menores valores foram observados em capitais do Norte e Nordeste, como Aracaju e Porto Velho.

Mesmo com valores mais baixos nessas regiões, o peso no orçamento das famílias continua elevado, especialmente diante da renda média da população.

Salário mínimo ideal

Com base no custo da cesta mais cara do país, o Dieese estima mensalmente o salário mínimo necessário para suprir as despesas básicas de uma família de quatro pessoas. Em março de 2026, esse valor deveria ser de R$ 7.425,99, cerca de 4,58 vezes o salário mínimo atual, fixado em R$ 1.621.

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