Economia

Cesta básica em Macapá sobe 3,14% em maio e passa a custar R$ 716,72, aponta DIEESE

O custo da cesta básica em Macapá registrou alta de 3,14% em maio de 2026, na comparação com abril, e passou a custar R$ 716,72. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo o levantamento, a cesta básica na capital amapaense acumula aumento de 10,07% nos cinco primeiros meses do ano e de 7,04% nos últimos 12 meses. Entre os 12 produtos pesquisados, os maiores aumentos entre abril e maio foram registrados no feijão carioca (31,36%), leite integral (9,75%) e tomate (7,65%). Também apresentaram alta a farinha de mandioca (3,02%), a carne bovina de primeira (1,97%) e o pão francês (1,79%).

Por outro lado, houve queda nos preços do açúcar cristal (-20,41%), óleo de soja (-7,87%), arroz agulhinha (-5,01%), café em pó (-4,86%), banana (-2,35%) e manteiga (-0,64%).

O estudo aponta ainda que o trabalhador de Macapá que recebe um salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 97 horas e 16 minutos para adquirir os itens da cesta básica. O valor comprometeu 47,8% da renda líquida mensal, após o desconto da contribuição previdenciária.

No acumulado de 12 meses, o feijão carioca foi o produto que apresentou a maior alta na capital, com aumento de 53,45%, seguido pelo tomate (23,37%) e pelo pão francês (12,64%). Já as maiores quedas foram observadas no açúcar cristal (-31,18%) e no arroz agulhinha (-20,12%).

Cenário nacional

Em todo o país, o valor da cesta básica aumentou nas 27 capitais pesquisadas em maio. As maiores elevações ocorreram em Recife (8,05%), Florianópolis (7,81%), Fortaleza (7,48%) e Porto Alegre (7,24%).

São Paulo apresentou a cesta mais cara do Brasil, custando R$ 952,20, seguida por Cuiabá (R$ 925,49) e Rio de Janeiro (R$ 914,48). Entre as capitais das regiões Norte e Nordeste, os menores valores foram registrados em São Luís (R$ 651,15), Aracaju (R$ 652,73), Rio Branco (R$ 689,11) e Porto Velho (R$ 689,88).

Com base no custo da cesta mais cara do país, o DIEESE calcula que o salário mínimo necessário para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.999,44 em maio, o equivalente a 4,93 vezes o salário mínimo vigente.

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