Câmara de Macapá terá disputa entre Pedro DaLua e Marcelo Dias pela presidência nesta sexta-feira
Eleição está marcada para as 10h e definirá a Mesa Diretora para o biênio 2027-2028; disputa ocorre em meio à cassação de vereadora e divergências políticas no Legislativo.
A Câmara Municipal de Macapá realiza nesta sexta-feira (9), às 10h, a eleição da nova Mesa Diretora, que comandará o Legislativo municipal durante o biênio 2027-2028. A disputa será entre o atual presidente da Casa, Pedro DaLua (União Brasil), que tenta a recondução ao cargo, e o vereador Marcelo Dias, que lidera uma chapa de oposição à atual gestão.
As duas chapas são formadas por cinco vereadores, distribuídos entre os cargos de presidente, primeiro e segundo vice-presidentes e primeiro e segundo secretários.
A Chapa A, encabeçada por Pedro DaLua, tem entre seus integrantes a vereadora Margleide Alfaia. Ambos são nomes diretamente ligados à controvérsia envolvendo a investigação sobre suposta fraude no protocolo de uma denúncia apresentada contra o então prefeito Dr. Furlan, na Câmara Municipal de Macapá. O caso foi alvo de diligências do Ministério Público e do Gaeco, após questionamentos sobre possíveis alterações nas datas de documentos oficiais. Uma perícia da Polícia Técnico-Científica (Politec) também foi utilizada para contestar a regularidade do procedimento. Margleide presidia interinamente a Câmara na ocasião.

A chapa é composta pelos seguintes vereadores:
- Presidente: Pedro DaLua
- 1ª vice-presidente: Margleide Alfaia
- 2º vice-presidente: Daniel Theodoro
- 1º secretário: Japão Baia
- 2ª secretária: Luany Favacho
Já a Chapa B, liderada por Marcelo Dias, está formada por:
- Presidente: Marcelo Dias
- 1º vice-presidente: Bruno Igreja
- 2ª vice-presidente: Elenice
- 1º secretário: Alexandre Azevedo
- 2º secretário: Alessandro
A chapa de Marcelo Dias foi protocolada nesta quinta-feira (8). O grupo afirma contar com o apoio de 13 vereadores, número que representa a maioria absoluta dos 23 parlamentares da Câmara. A confirmação desse apoio, entretanto, dependerá dos votos efetivamente registrados na eleição.
Nas redes sociais, o vereador Alexandre Azevedo confirmou sua participação na chapa como primeiro secretário e afirmou que a candidatura surgiu da insatisfação de parlamentares com a condução da atual Mesa Diretora.
“Essa chapa nasce do apoio e da união de vereadores que já não estavam mais compactuando com a forma como a atual Mesa Diretora vinha conduzindo a Casa”, declarou.
Azevedo também defendeu o diálogo, a pacificação do Legislativo e o respeito aos mandatos dos vereadores.
Cassação de vereadora amplia tensão política
A disputa pela presidência da Câmara também é marcada pela cassação do mandato da vereadora Luana Serrão (União Brasil), uma das apoiadoras da chapa liderada por Marcelo Dias. A decisão, tomada às vésperas da eleição da Mesa Diretora, levanta suspeitas nos bastidores sobre uma possível articulação política para enfraquecer o grupo de oposição ao atual presidente, Pedro DaLua.
Luana já havia denunciado supostas ameaças, pressões e tentativas de constrangimento político. A proximidade entre a cassação e a eleição desta sexta-feira (9) amplia a tensão entre os grupos, embora não esteja comprovada uma relação direta entre a perda do mandato e a disputa pelo comando do Legislativo.
Disputa ocorre em meio a mudanças no comando da Prefeitura
A eleição acontece em um momento de movimentação política na capital. Pedro DaLua, que vinha exercendo interinamente a Prefeitura de Macapá desde o afastamento do prefeito Mário Neto, deixou temporariamente o Executivo para participar da disputa pela presidência da Câmara.
Para garantir a continuidade administrativa, o Tribunal de Justiça do Amapá designou o juiz Décio José Santos Rufino para assumir interinamente a Prefeitura entre os dias 7 e 12 de outubro.
Além de definir os integrantes da próxima Mesa Diretora, o resultado da eleição desta sexta-feira deverá estabelecer uma nova configuração de forças políticas na Câmara, responsável pela apreciação de projetos, fiscalização do Executivo e condução dos trabalhos legislativos pelos próximos dois anos.



