Economia

Cesta básica sobe 3,4% em Macapá e já consome quase metade do salário mínimo

O preço da cesta básica em Macapá voltou a subir em abril de 2026 e chegou a R$ 694,88, segundo levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O aumento foi de 3,40% em relação ao mês de março.

Com o novo reajuste, um trabalhador que recebe salário mínimo precisou trabalhar 94 horas e 19 minutos para conseguir comprar os itens básicos de alimentação na capital amapaense. O custo da cesta comprometeu 46,34% da renda líquida do trabalhador, já descontada a contribuição previdenciária.

No acumulado de 2026, a alta da cesta básica em Macapá já chega a 6,72%. Em comparação com abril do ano passado, o aumento acumulado é de 5,20%.

Entre os produtos que mais pressionaram o orçamento das famílias macapaenses no último mês estão o tomate, que subiu 12,71%, e o feijão carioca, com alta de 9,63%. Também registraram aumento o arroz agulhinha (3,85%), farinha de mandioca (2,53%), carne bovina de primeira (2,06%), banana (1,80%), leite integral (1,63%) e manteiga (0,52%).

Por outro lado, alguns produtos apresentaram queda nos preços, como óleo de soja (-3,63%), açúcar cristal (-2,43%), café em pó (-1,14%) e pão francês (-0,18%).

No acumulado dos últimos 12 meses, os maiores aumentos em Macapá foram registrados no feijão carioca (17,44%), tomate (15,65%) e pão francês (12,34%).

O levantamento nacional apontou que todas as 27 capitais brasileiras pesquisadas registraram aumento no custo da cesta básica em abril. Entre as capitais do Norte, Macapá teve uma cesta mais cara que Rio Branco e Porto Velho, mas mais barata que Belém, Boa Vista e Manaus.

Segundo o DIEESE, considerando a cesta mais cara do país, registrada em São Paulo, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.612,49, cerca de 4,7 vezes o salário mínimo atual de R$ 1.621.

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