Exoneração em massa de diretores gera críticas e alerta sobre impactos na educação em Macapá
A decisão da gestão interina da Prefeitura de Macapá de exonerar, de forma coletiva, todos os diretores da rede municipal de ensino foi duramente criticada pela ex-deputada federal Professora Goreth, que publicou um vídeo em suas redes sociais comentando o caso.
Segundo ela, a medida representa um “desmonte” da estrutura educacional do município e não pode ser tratada como uma ação de gestão. Goreth afirma que a decisão ignora a Constituição Federal, que garante a gestão democrática do ensino público, com participação da comunidade escolar na administração das unidades de ensino.
Ela também destaca que a legislação do Fundeb estabelece critérios técnicos, de mérito e participação para a ocupação de cargos de direção escolar, o que, em sua avaliação, teria sido desconsiderado na exoneração em massa.
Para a professora, o cargo de diretor não é apenas administrativo ou político, mas uma função de liderança pedagógica essencial para o funcionamento das escolas. A substituição simultânea de todos os gestores, segundo ela, compromete a continuidade do trabalho pedagógico, gera instabilidade no ambiente escolar e afeta diretamente os estudantes.
Goreth ainda alerta para possíveis impactos financeiros da decisão, afirmando que falhas na gestão podem prejudicar o desempenho da rede e influenciar o acesso a recursos vinculados a resultados educacionais no âmbito do Fundeb, como o VAAR (Valor Aluno Ano por Resultados).
Ela conclui que decisões dessa natureza exigem planejamento e responsabilidade, reforçando que a educação não pode ser tratada como espaço de improviso ou decisões políticas sem critérios técnicos.



