Trabalhadores da agricultura familiar cobram resposta da Prefeitura de Macapá

Trabalhadores da agricultura familiar realizaram, nesta semana, uma manifestação em frente à Secretaria Municipal de Educação (Semed), da Prefeitura de Macapá. Com faixas e cartazes, os produtores cobram o pagamento de fornecimento de insumos para a merenda escolar da rede municipal de ensino.
Segundo os manifestantes, a cooperativa Comagro e associações fornecedoras são responsáveis pelo abastecimento de alimentos nas escolas, mas os pagamentos estariam em atraso, mesmo com a continuidade das entregas.
Durante o ato, eles pediram para serem recebidos pela secretária municipal de Educação, Karina Alfaia, e relataram insatisfação por não terem sido atendidos.
A representante da Comagro, Alzileide Aranha, afirmou que houve falta de respeito no atendimento aos trabalhadores:
“Estamos aqui em busca de um direito nosso: o pagamento que está em atraso. A secretária sequer nos recebeu. Saiu de uma forma que a gente nem entendeu, não teve a consideração de vir falar com a gente. Isso é uma falta de respeito.
Nós entregamos todos os produtos em dia, nunca deixamos faltar nada. Já são meses de atraso, e isso é injusto”, declarou.
O produtor rural Noé Correia também relatou a situação e disse que o grupo seguirá mobilizado até obter resposta:
“E o que nós estamos fazendo aqui é em busca desse nosso direito, do pagamento que está em atraso. Nós entregamos o produto tudo em dia, não deixamos faltar nada, e agora são meses de atraso. Isso é injusto. Nós estamos aqui na frente da Semed fazendo essa reivindicação e não vamos sair daqui enquanto não receber. Nós estamos mantendo a escola todos os dias com frutas e verduras e até agora nada”, afirmou.
Já a produtora rural Janaína Chagas reforçou a continuidade do fornecimento e pediu providências:
“Estamos sem pagamento, mesmo assim continuamos mantendo o fornecimento diário para as escolas, com frutas, verduras, tudo certinho. Nunca deixamos de cumprir nossa parte.
Hoje, o mínimo que queríamos era que a secretária viesse se posicionar, conversar com a gente, explicar o que está acontecendo. Mas ela simplesmente saiu e não teve coragem de nos atender.
Estamos aqui pedindo socorro, porque não dá mais para continuar assim. Temos despesas, precisamos comprar adubo para manter nossas hortas, e até agora não recebemos nada”, disse.



