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PF vai intensificar combate ao garimpo ilegal no Amapá com reforço de operações na Amazônia

A Polícia Federal anunciou que irá intensificar, nos próximos dias, as ações de fiscalização e repressão ao garimpo ilegal no Amapá, com reforço do efetivo empregado em operações realizadas em áreas afetadas pela atividade garimpeira. As ações ocorrerão em conjunto com órgãos federais e estaduais de segurança pública e fiscalização ambiental, dentro do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano AMAS).

Segundo a PF, a medida dá continuidade a uma série de operações realizadas nos últimos meses no estado, voltadas ao fortalecimento da presença do Estado na região amazônica, além da repressão e prevenção de crimes ambientais e do enfrentamento de organizações criminosas ligadas ao garimpo clandestino.

Nesta semana, em apoio ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, a Polícia Federal participou de uma ação de fiscalização no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque. Durante a operação, foram inutilizadas três escavadeiras hidráulicas utilizadas na extração mineral ilegal, além da apreensão de aproximadamente meio litro de mercúrio, substância altamente tóxica usada na atividade garimpeira.

As operações são conduzidas pela Diretoria da Amazônia e Meio Ambiente da PF (DAMAZ/PF), com apoio do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia), e têm como foco o combate aos crimes ambientais em áreas consideradas sensíveis da Amazônia Legal.

Em maio, a PF também participou da Operação Calha Norte, realizada em Laranjal do Jari e em áreas próximas à divisa com o Pará. A ação contou com apoio do Ibama, do ICMBio, da Força Nacional e de órgãos estaduais. Durante a operação, foram inutilizadas escavadeiras, motores, tratores, quadriciclos, geradores, acampamentos clandestinos e combustível utilizado para abastecer a estrutura criminosa instalada nos garimpos ilegais.

Outra ação de destaque foi a Operação Trono de Ferro, deflagrada em fevereiro. A investigação teve como alvo uma organização criminosa envolvida na extração e comercialização ilegal de cassiterita oriunda de garimpos clandestinos no Amapá, em Roraima e na Venezuela. A operação resultou no cumprimento de mandados judiciais e no bloqueio de aproximadamente R$ 405 milhões em bens e valores dos investigados.

De acordo com a Polícia Federal, o combate aos crimes ambientais é considerado uma ação estratégica e prioritária da instituição em 2026. As operações devem continuar nas próximas semanas de forma integrada entre forças federais e estaduais, ampliando a repressão às atividades ilegais na Amazônia.

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