Política

Beneficiários do Amapá Jovem denunciam pressão para participar de atos políticos do governo

Beneficiários do Programa Amapá Jovem (PAJ) procuraram o Portal 1 Norte para denunciar suposta coação dentro de grupos de WhatsApp ligados ao programa. Segundo os relatos, jovens estariam sendo pressionados a participar de eventos políticos envolvendo o governador do Amapá, Clécio Luís.

De acordo com prints de conversas enviados à reportagem por um beneficiário que pediu para não ser identificado, administradores de um dos grupos do programa estariam mobilizando os jovens para comparecer a agendas políticas do governo. Um dos exemplos citados foi o ato de filiação do governador ao União Brasil, que aconteceu no dia 30 de janeiro na quadra da Igreja Jesus de Nazaré.

Segundo o denunciante, responsáveis pelo grupo chegaram a organizar ônibus para transportar beneficiários de diferentes bairros de Macapá e do município de Santana até o evento político.

Nas conversas apresentadas ao Portal 1 Norte, uma das administradoras do grupo aparece como uma das mais ativas na mobilização dos jovens. Segundo o denunciante, ela cobraria presença dos beneficiários nos eventos, determinaria até mesmo o tipo de roupa que deveria ser utilizada e exigiria que os jovens que faltassem apresentassem justificativas diretamente a ela, em conversa privada.

Outros administradores também participariam das orientações dentro do grupo. O beneficiário que fez a denúncia afirma que entrou no programa esperando oportunidades de desenvolvimento profissional, mas diz estar decepcionado com a experiência.

“Entrei para o programa com a intenção de me engrandecer profissionalmente, mas fui iludido”, afirmou. Ele também relatou atrasos no pagamento do benefício mensal do programa, que deveria ser de R$ 400.

Ataques direcionados nas redes

Outra denúncia apresentada por meio de prints de conversas aponta que integrantes do grupo também teriam sido incentivados a atacar adversários políticos nas redes sociais.

Segundo o material enviado à reportagem, administradores do grupo teriam compartilhado links de publicações sobre o afastamento do prefeito de Macapá, Dr. Furlan, pedindo que os beneficiários comentassem de forma negativa para ampliar a repercussão das notícias.

O denunciante afirma que a orientação seria para que os jovens entrassem nas publicações e deixassem comentários críticos ao prefeito.

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