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Protesto em frente ao Palácio do Governo pede redução da nota de corte do concurso da Seed

Candidatos do concurso público da Secretaria de Estado da Educação (Seed), realizado em 2022, realizaram uma manifestação nesta sexta-feira (30) em frente ao Palácio do Governo para solicitar que o Executivo reduza a nota de corte do certame de 60% para 50%. Segundo os manifestantes, a mudança possibilitaria que mais profissionais fossem convocados e tomassem posse, ajudando a minimizar o déficit de servidores na rede estadual de ensino.

Com faixas e cartazes pedindo a redução, os manifestantes iniciaram o protesto nas primeiras horas da manhã. De acordo com Jorge Matos, presidente da Comissão de Redução da Nota de Corte, o concurso foi homologado em 2023 e teve sua validade prorrogada novamente em 2025, com vigência até 14 de julho de 2027. Ele argumenta que a exigência de 60% como nota mínima é incomum em concursos públicos no Brasil. “Em cidades de Minas Gerais e Goiás, por exemplo, a nota de corte é de 50%. A regra é essa na maioria dos locais do país. O Amapá é exceção, e essa é a primeira vez que um concurso estadual adota 60% como nota de corte”, afirmou.

Ainda segundo Jorge Matos, apesar das tentativas, os candidatos não conseguiram estabelecer diálogo com o Governo do Estado para tratar do assunto. A comissão estima que cerca de três mil pessoas poderiam ser beneficiadas diretamente com a redução da nota de corte, o que representaria impacto social significativo. “São famílias que passariam a ter uma nova fonte de renda e mais estabilidade”, destacou.

Os manifestantes também chamam atenção para o alto número de contratos temporários na administração estadual. Atualmente, mais de 40% da mão de obra do Estado atua sob regime de contrato, o que, segundo eles, demonstra a necessidade de ampliar a efetivação de servidores concursados. Mesmo com a possível redução da nota de corte, a comissão avalia que a medida ainda não supriria totalmente a demanda existente. A estimativa é de que a rede estadual precise de aproximadamente cinco mil profissionais.

Para Jorge Matos, o Estado precisa investir de forma mais consistente na educação, valorizando o ingresso de servidores efetivos como estratégia para melhorar a qualidade do ensino. “É preciso despertar para a importância de investir em qualidade, e isso passa necessariamente pela valorização dos profissionais da educação”, conclui.

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