Terceiro colocado e com alta rejeição, Randolfe vê reeleição ameaçada em 2026
Após três mandatos consecutivos no Senado, o senador Randolfe Rodrigues enfrenta, em 2026, um dos cenários eleitorais mais desafiadores de sua trajetória política. Os números da nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas indicam dificuldades para a sua tentativa de reeleição e apontam para uma disputa cada vez mais acirrada pelas duas vagas ao Senado em jogo no Amapá.
No levantamento estimulado, Randolfe aparece em terceiro lugar, com 42,7% das intenções de voto, atrás da pré-candidata Rayssa Furlan, que lidera com 64,3%, e do senador Lucas Barreto, que registra 51,1%. O resultado coloca o parlamentar fora da zona de classificação para as duas cadeiras disponíveis no Senado.
Outro dado que chama atenção é a rejeição do senador. Segundo a pesquisa, 33,6% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Randolfe de jeito nenhum, o maior índice entre os principais nomes colocados na disputa. O percentual é mais que o dobro da rejeição de Rayssa Furlan, que registra 12,8%, e superior aos índices de Lucas Barreto, com 13,7%, e de Teles Júnior, com 15,7%.
Na pesquisa espontânea, em que os eleitores citam os nomes sem receber uma lista prévia de candidatos, Randolfe aparece com 11,9% das menções, atrás de Rayssa Furlan, que alcança 18,5%.
Os números ganham ainda mais relevância diante da intensa movimentação política do senador nos últimos meses. Randolfe tem buscado fortalecer sua pré-candidatura por meio de uma agenda de mobilização em todo o estado, com realização de adesivaços, encontros políticos e atos de lançamento de sua pré-campanha.
Entretanto, uma dessas iniciativas acabou entrando na mira da Justiça Eleitoral. Na última semana, o Ministério Público Eleitoral pediu a suspensão do evento de lançamento da pré-candidatura de Randolfe, em Macapá, sob o argumento de que o ato poderia configurar propaganda eleitoral antecipada. O pedido foi acolhido em decisão liminar pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, que determinou a imediata suspensão do evento. A decisão representou um revés para a estratégia de antecipação da campanha do senador.
O cenário desenhado pela pesquisa sugere que, pela primeira vez desde que chegou ao Senado, em 2010, Randolfe Rodrigues enfrenta uma possibilidade concreta de não conquistar a reeleição. Caso os números se confirmem nas urnas, o parlamentar poderá encerrar, em janeiro de 2027, um ciclo de três mandatos consecutivos na Casa, totalizando 16 anos de atuação no Senado Federal.
Embora a campanha eleitoral ainda não tenha começado oficialmente e o cenário possa sofrer alterações nos próximos meses, os dados do Paraná Pesquisas mostram que a disputa pelas duas vagas ao Senado está aberta, mas com sinais de desgaste para um dos políticos mais influentes do Amapá nas últimas décadas.



