“Sai de cima da nossa PEC”: Sindsaúde cobra Davi Alcolumbre e ameaça paralisação da enfermagem
O Sindicato dos Enfermeiros e Trabalhadores em Saúde do Amapá (Sindsaúde-AP) elevou o tom contra o presidente do Senado, o senador Davi Alcolumbre, e ameaçou uma paralisação da categoria caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 19 continue sem avançar no Congresso Nacional. Em uma postagem divulgada nesta segunda-feira (15), o sindicato estampou a mensagem: “Senador Davi Alcolumbre, sai de cima da nossa PEC. A Enfermagem vai parar”.
Na nota, a entidade manifesta “profundo e veemente repúdio” ao que classificou como “vergonhoso engavetamento” da PEC 19, proposta que prevê a regulamentação da jornada máxima de 36 horas semanais para a enfermagem, vinculada ao piso salarial e ao reajuste anual da categoria.
Segundo o Sindsaúde, a demora na tramitação representa uma afronta aos profissionais de saúde, que enfrentam jornadas exaustivas e sobrecarga de trabalho. O sindicato também critica o argumento de que a aprovação da proposta poderia gerar impactos financeiros ao país.
“O poder público e a elite política se blindam com a mesma falácia desgastada e covarde: ‘o país vai quebrar’”, afirma a nota.
A entidade ainda relembra a atuação dos profissionais de enfermagem durante a pandemia de Covid-19 e ressalta que a categoria continua sendo o alicerce do sistema de saúde brasileiro, tanto na rede pública quanto na privada.
Cobrança direta ao presidente do Senado
O documento direciona críticas diretamente a Davi Alcolumbre, cobrando que a PEC seja pautada para votação.
“O recado é direto ao Presidente do Senado, Davi Alcolumbre: permita que o grito por dignidade dos trabalhadores ecoe no Congresso Nacional”, destaca o sindicato.
O Sindsaúde afirma ainda que a proposta já recebeu aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), tornando “moralmente indefensável” a permanência do texto sem avanços no Senado.
Ameaça de paralisação
Em um dos trechos mais duros da nota, a entidade avisa que a categoria poderá cruzar os braços caso a situação permaneça inalterada.
“Deixamos um alerta claro, firme e intransigente: se a sobrecarga desumana, a humilhação crônica e a exaustão deliberada persistirem, a enfermagem vai cruzar os braços.”
O sindicato conclui o manifesto com um recado político direto ao presidente do Senado: “Se a enfermagem for para a rua e para a luta: Davi, a culpa é tua”, reforçando a defesa pela aprovação imediata da PEC 19.



