Reportagem da Revista piauí cita Davi Alcolumbre em investigação sobre obras da BR-156 no Amapá
O senador Davi Alcolumbre é citado em uma reportagem da revista piauí que revela suspeitas de favorecimento em contratos públicos relacionados à obra da BR-156, no Amapá. A apuração tem como base diálogos interceptados pela Polícia Federal e aponta a atuação de um empreiteiro ligado ao parlamentar, além de um ex-superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no estado.
De acordo com a publicação, em novembro de 2023, o então superintendente do DNIT no Amapá, Marcelo Linhares, enviou mensagem ao empreiteiro Breno Pinto, à época suplente de Alcolumbre, sugerindo a articulação de recursos por meio de emendas parlamentares. No diálogo, há menção à preferência por emendas de bancada, que não possuem destinação individual específica.
A reportagem aponta que a conversa foi captada pela Polícia Federal e indicaria um alinhamento para direcionar recursos à obra da BR-156, executada por empresa ligada ao empreiteiro. Posteriormente, o Instituto Nacional de Criminalística concluiu que uma licitação no valor de R$ 24 milhões foi fraudada.
Diálogos suspeitos
Em janeiro de 2024, uma nova conversa interceptada reforçou a linha de investigação. À época, segundo a piauí, Breno Pinto já havia acumulado contratos que somavam R$ 268 milhões no DNIT e outros R$ 86,5 milhões na Codevasf.
Ainda conforme a reportagem, ao ser questionado pelo jornalista Guilherme Grande, do jornal Gazeta do Povo, sobre suspeitas de favorecimento em licitações, o empreiteiro teria submetido previamente suas respostas à avaliação do senador antes de enviá-las ao repórter.
Procurado pela revista, Davi Alcolumbre afirmou não ter conhecimento da mensagem.
Saque em dinheiro e operação da PF
A apuração também aponta que agentes da Polícia Federal flagraram Breno Pinto sacando R$ 350 mil em uma agência bancária, em novembro de 2024. Ele teria chegado ao local em um veículo ligado a uma empresa associada a um familiar do senador.
Em 2025, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra Marcelo Linhares e Breno Pinto. Apesar de citado ao longo das investigações, Davi Alcolumbre não foi incluído como investigado.
O caso integra um conjunto de apurações sobre possíveis irregularidades em contratos públicos e uso de recursos federais no Amapá. A íntegra da reportagem pode ser conferida na revista piauí, que detalha os bastidores das conversas e os elementos reunidos pelas autoridades.
As investigações seguem em andamento.



