Saúde

Sindesaúde critica anúncio de concurso da saúde no Amapá e aponta falta de vagas imediatas

O anúncio de um novo concurso público para a saúde estadual, após 14 anos sem seleções, gerou repercussão entre profissionais da área no Amapá. Em vídeo publicado nas redes sociais, o Sindicato de Enfermagem e dos Trabalhadores em Saúde do Estado (Sindesaúde) questionou o formato apresentado pelo governo, destacando a ausência de vagas imediatas no certame.

A vice-presidente do sindicato, Deolinda Nascimento, afirmou que o anúncio cria uma expectativa que não se confirma na prática. Segundo ela, embora o governo tenha divulgado o concurso como uma resposta à demanda da área, o edital prevê apenas cadastro reserva, ou seja, sem garantia de nomeação dos aprovados.

Já a secretária-geral do Sindesaúde, Angelina Carmo, destacou que é fundamental que os candidatos compreendam a diferença entre vagas imediatas e cadastro reserva. “Quando há vagas imediatas, existe a obrigação de nomeação dentro do prazo do concurso. No cadastro reserva, o chamamento depende exclusivamente da decisão da gestão”, pontuou.

O sindicato também questiona a ausência de vagas diretas diante do cenário atual da saúde pública no estado. De acordo com as representantes, há uma carência significativa de profissionais, e, em muitos casos, o número de contratos temporários já supera o de servidores efetivos.

Para o Sindesaúde, a abertura de concurso sem previsão de vagas imediatas, após mais de uma década sem seleções, demonstra falta de alinhamento entre o discurso oficial e a realidade enfrentada nas unidades de saúde.

A entidade defende que a realização de concursos públicos com vagas efetivas é essencial para garantir a estabilidade dos serviços, a valorização dos profissionais e a melhoria no atendimento à população.

Por fim, o sindicato cobra mais transparência do governo estadual e reforça que seguirá acompanhando o processo. “A saúde pública precisa de servidores efetivos, com direitos garantidos. Concurso sem vaga imediata, em um cenário de carência de profissionais, não atende às necessidades da população”, concluiu a entidade.

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