Empresário acusado de receber R$ 2,5 milhões de Beto Louco, é flagrado com Davi Alcolumbre

EMPRESÁRIO LIGADO A GRANDES SHOWS NO AP É CITADO EM DELAÇAO
ENVOLVENDO PAGAMENTO
MILIONARIO
O empresário musical Kleryston Pontes Silveira, que representa diversos artistas nacionais contratados pelo Governo do Amapá para eventos como o Réveillon e a Expofeira durante a gestão do governador Clécio Luís, passou a ser citado em meio às revelações da delação premiada de Beto Louco, operador do PCC no esquema de fraudes no setor de combustíveis.
Kleryston, que atua no ramo musical a partir de Fortaleza (CE), trabalha com nomes de destaque da música brasileira, como Xand Avião, Zé Vaqueiro, Nattan e Mari Fernandez. Ele também aparece em um vídeo publicado pelo humorista Tirullipa, em 7 de setembro de 2025, período da Expofeira do Amapá, gravado em uma propriedade que supostamente seria do senador Davi Alcolumbre. O próprio senador surge nas imagens, que repercutiram nas redes sociais.
Segundo informação divulgada pelo jornalista Donizete Arruda, a delação de Beto Louco aponta o pagamento de R$ 2,5 milhões pelo show de Roberto Carlos, realizado no Réveillon de 2024, no Amapá. De acordo com o relato do delator, o valor teria sido repassado a uma pessoa identificada como “Kleverson”.
Ainda conforme a apuração, “Kleverson” seria, na verdade, o empresário musical Kleryston Pontes Silveiea. Apesar da citação, Roberto Carlos não integra o casting de artistas agenciados por Kleryston.
Procurado pela revista Piauí, responsável por trazer à tona os detalhes da delação, Kleryston se manifestou negando qualquer envolvimento com a contratação do cantor veterano.
“Dos eventos que meus artistas já fizeram no Amapá: sobre o show de Roberto Carlos, nego ter tido qualquer ingerência”, afirmou.
No entanto, ao ser questionado pela revista se manteve contato com Beto Louco e se teria encaminhado seus dados bancários, conforme consta em documentos da delação enviados à Procuradoria-Geral da República (PGR), o empresário não respondeu.
As revelações ampliam o alcance político e empresarial da delação, que já vinha causando forte repercussão nacional, e colocam em evidência os bastidores da contratação de grandes shows públicos no Amapá. Até o momento, não há manifestação oficial do Governo do Estado sobre as novas citações.



