Sindsaúde cobra explicações do Governo do Amapá por atraso no pagamento do auxílio-jaleco
A vice-presidente do Sindicato de Enfermagem e Trabalhadores da Saúde do Amapá (Sindsaúde), Alcilene Furtado, cobrou publicamente explicações do Governo do Estado pelo atraso no pagamento do auxílio-jaleco, benefício destinado aos profissionais da saúde e garantido por lei desde 2018.
De acordo com Alcilene, o auxílio sempre foi pago de forma regular nos meses de junho e outubro, conforme prática adotada pelo Executivo estadual nos últimos anos. No entanto, em 2025, o cronograma deixou de ser cumprido. A primeira parcela, prevista para junho, só foi paga em setembro, e a segunda parcela, que deveria ter sido depositada em outubro, ainda não foi efetuada.
“O que mais preocupa a categoria é o silêncio do governo. Não há manifestação oficial, não há comunicado, não há previsão. O trabalhador não sabe quando vai receber”, afirmou a dirigente sindical.
Segundo Alcilene Furtado, o Sindsaúde tem sido constantemente cobrado pela categoria e buscou esclarecimentos junto à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e à Secretaria de Administração, mas não obteve respostas. “Infelizmente, nem a Sesa nem o governo repassam qualquer informação. O diálogo, que o governo diz priorizar, é muito restrito quando se trata dos trabalhadores da saúde”, completou.
Garantido por lei
O auxílio-jaleco foi instituído pela Lei nº 2.299, de 9 de abril de 2018, sancionada pelo então governador Waldez Góes. A legislação criou a Parcela Indenizatória denominada Auxílio Jaleco, destinada a servidores efetivos, contratos administrativos e servidores do ex-Território Federal do Amapá que atuam diretamente no atendimento ao paciente, em laboratórios, fiscalização presencial e áreas onde o uso do jaleco é obrigatório.
Conforme a lei, o valor do benefício é de R$ 1.000,00 por ano, pago em duas parcelas semestrais de R$ 500,00, justamente nos meses que tradicionalmente vinham sendo junho e outubro.



