Política

Cobrança pública expõe contradição entre discurso e prática de Randolfe no caso Banco Master

O discurso do senador Randolfe Rodrigues (PT) sobre o escândalo envolvendo o Banco Master passou a ser duramente questionado após sua recente manifestação nas redes sociais. Apesar de afirmar que os envolvidos não ficarão impunes e anunciar participação em comissão para investigar o caso, o senador ainda não assinou o pedido de abertura da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura o escândalo, atitude considerada central para dar efetividade às investigações.

A postagem repercutiu de forma negativa entre internautas, que passaram a cobrar coerência entre fala e ação. Nos comentários, usuários destacam que declarações públicas e participação em comissões não substituem a força política e investigativa de uma CPMI. As cobranças se concentraram no pedido para que o senador deixe o discurso e assine formalmente o requerimento de abertura da comissão. Entre os senadores do Amapá, apenas Lucas Barreto assinou o documento.

A pressão ganhou ainda mais força após a divulgação de um vídeo da deputada federal Heloísa Helena, do PSOL do Rio de Janeiro. No vídeo, a parlamentar faz cobranças diretas a integrantes da esquerda que ainda não assinaram o pedido da CPMI do Banco Master. Em um dos trechos, Heloísa afirma que “não dá para fazer discurso contra corrupção e, na hora decisiva, fugir da investigação”. Em outro momento, ela reforça que “quem diz defender o povo precisa ter coragem de assinar e permitir que a verdade venha à tona”.

A deputada também destaca que apenas uma CPMI tem condições reais de esclarecer os fatos, ao afirmar que “sem investigação ampla, transparente e com poder de convocação, não existe compromisso verdadeiro com a verdade”. As falas foram interpretadas como um recado direto a parlamentares que mantêm um discurso público duro, mas evitam assumir posição concreta.

No Amapá, o caso tem peso ainda maior. O escândalo do Banco Master impacta diretamente o estado, já que o Governo do Amapá, na gestão do governador Clécio Luís, aliado político de Randolfe Rodrigues, aplicou cerca de 400 milhões de reais no banco.

Diante desse cenário, cresce a cobrança para que o senador alinhe discurso e prática. Para parte da opinião pública, enquanto Randolfe não assinar o pedido de abertura da CPMI, suas declarações seguirão sendo vistas como insuficientes diante da gravidade do escândalo e do impacto direto sobre os cofres públicos do Amapá.

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