Política

PL estuda lançar Rayssa Furlan ao Senado e amplia disputa política no Amapá

O Partido Liberal (PL) avalia filiar Rayssa Furlan para disputar uma das duas vagas ao Senado pelo Amapá em 2026. A movimentação, revelada pelo portal Metrópoles, integra o xadrez eleitoral nacional da legenda e tem impacto direto no cenário político local.

A possível candidatura ocorre em meio ao avanço do grupo liderado por Dr. Furlan (MDB), que aparece como principal adversário estadual do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Caso a filiação se confirme, o PL passará a ter protagonismo em uma disputa que já se desenha polarizada.

Segundo a reportagem, anotações do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Planalto, indicam que o Amapá está entre os estados estratégicos para a formação de palanques competitivos. O material teria sido produzido em reuniões da cúpula do partido, liderada por Valdemar Costa Neto.

Atualmente no Podemos, Rayssa preside o diretório estadual da sigla. A presidente nacional da legenda, Renata Abreu, se reuniu recentemente com Valdemar, em meio a ajustes partidários que vêm sendo costurados para viabilizar alianças regionais.

No plano eleitoral, pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada em fevereiro, coloca Rayssa na liderança da corrida ao Senado, com 33% das intenções de voto. Na sequência aparecem Randolfe Rodrigues (20%), Lucas Barreto (14%), Waldez Góes (8%) e Acácio Favacho (6%). A margem de erro é de dois pontos percentuais.

O mesmo levantamento aponta ampla vantagem de Dr. Furlan na disputa pelo Governo do Estado, com 66% das intenções de voto, à frente do atual governador Clécio Luís (União Brasil), aliado de Alcolumbre.

Nos bastidores, o grupo do presidente do Senado intensificou movimentos para ampliar sua base política, incluindo novas filiações ao União Brasil no interior do Estado. A eventual entrada de Rayssa no PL, portanto, não apenas reorganiza forças partidárias, mas pode consolidar dois polos bem definidos na sucessão estadual e na disputa pelas cadeiras do Senado.

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