Furlan assina carta com compromissos para valorização de servidores da segurança pública no Amapá

Documento foi apresentado durante plenária com representantes das forças de segurança e prevê medidas sobre salários, carreiras, direitos funcionais, saúde mental e condições de trabalho
MACAPÁ (AP) – O candidato ao Governo do Amapá Dr. Furlan (PSD) assinou, durante a Plenária da Segurança Pública, realizada nesta quarta-feira (16), em Macapá, uma carta de compromissos voltada à valorização dos servidores que atuam nas forças de segurança do Estado.
O encontro reuniu representantes da Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica e Guarda Civil, além de candidatos a deputado estadual e federal ligados à área da segurança pública. Os candidatos ao Senado Rayssa Furlan e Lucas Barreto também participaram da plenária.
Entre os temas discutidos estiveram salários, direitos funcionais, estrutura das unidades, progressão nas carreiras e condições de trabalho. Representantes das categorias também relataram problemas de infraestrutura em delegacias e outras unidades de segurança.
Durante o evento, Furlan afirmou que pretende manter diálogo direto com os servidores e conduzir pessoalmente as negociações com as categorias.
“Não se pode falar de valorização profissional sem falar de salário, sem falar em pagar o servidor, sem falar em cumprir o compromisso”, declarou.
Guarda Municipal foi citada como exemplo
Ao falar sobre valorização profissional, Furlan citou medidas adotadas durante sua gestão na Prefeitura de Macapá para a Guarda Civil Municipal, incluindo mudanças na carreira, melhoria salarial, aquisição de equipamentos e armamento.
A inspetora da Guarda Civil Érica Freire afirmou que a remuneração da categoria passou de cerca de R$ 1,8 mil para até R$ 11 mil ao longo do processo de reestruturação.
“Falar de segurança pública é falar do Furlan, porque nunca se fez tanto. Valorizou a Guarda, armou e deu salário”, afirmou.
Policiais penais cobram insalubridade
O representante do Sindicato dos Policiais Penais do Estado do Amapá, Antônio Luís Sousa, destacou durante a plenária reivindicações relacionadas à estrutura de trabalho, carreira e remuneração.
Segundo ele, cerca de 60% dos policiais penais não recebem adicional de insalubridade, enquanto parte dos servidores que recebe o benefício precisou recorrer à Justiça.
Douglas Assunção, representante da associação dos oficiais e agentes da Polícia Civil do Estado do Amapá, também afirmou que Furlan tem mantido diálogo com integrantes da categoria.
Carta reúne compromissos com servidores
Entre os pontos previstos na carta estão o cumprimento da data-base, reposição de perdas inflacionárias, pagamento de direitos pecuniários e indenizações, regulamentação de direitos previstos nas legislações das categorias e critérios objetivos para promoções e ocupação de funções de liderança.
O documento também prevê autonomia técnica e administrativa das instituições de segurança, assistência jurídica aos servidores em situações decorrentes do exercício da função, programa de atenção à saúde mental e melhoria das condições de trabalho no interior, em áreas de fronteira e regiões consideradas de maior risco.
Segundo a campanha, o plano de governo para a segurança pública foi elaborado a partir da escuta de representantes das categorias e incorpora propostas relacionadas à valorização profissional, modernização das carreiras e melhoria da infraestrutura das forças de segurança.
Ao final do encontro, Furlan afirmou que as medidas de valorização dos servidores também integram a estratégia apresentada pela candidatura para redução da criminalidade e das mortes violentas no Estado.


