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Advogado protocola ação popular contra Amprev e Governo do Amapá na Justiça Federal

O advogado Carlos Evangelista protocolou, nesta quarta-feira (11), uma ação popular na Justiça Federal contra a Amapá Previdência (Amprev) e diretores da entidade, cobrando esclarecimentos sobre decisões administrativas que, segundo a petição, podem ter causado prejuízo aos cofres públicos.

Além da autarquia e de seus dirigentes, a ação também inclui o Governo do Estado do Amapá, e integrantes do Conselho Fiscal da Amprev. O pedido solicita que a Justiça adote medidas para barrar atos considerados irregulares enquanto o mérito da ação é analisado.

“Estamos protocolando nesta manhã a ação popular contra a Amprev, contra Jocildo Lemos, contra o Governo do Estado do Amapá, contra os conselheiros que autorizaram esse conluio junto ao Banco Master, onde mais de 400 milhões supostamente foram desviados dos nossos aposentados. Dinheiro público supostamente sendo desviado. Esse dinheiro é do povo”, declarou.

A iniciativa ocorre em meio às investigações relacionadas ao investimento milionário realizado pela Amprev, que está sob apuração da Polícia Federal. O caso envolve a aplicação de cerca de R$ 400 milhões em Letras Financeiras do Banco Master, operação que se tornou alvo de questionamentos jurídicos e políticos.

O advogado classificou o episódio como “um dos maiores escândalos de corrupção da história do Amapá e do Brasil” e afirmou que espera que o Judiciário atue com rigor. “Nós queremos justiça. Que a Justiça cumpra o seu papel e que o dinheiro do povo retorne ao povo”, concluiu.

Com o ajuizamento da ação popular, aumenta a pressão por transparência, responsabilização e apuração detalhada dos atos administrativos praticados no âmbito da previdência estadual. A ação popular é um instrumento constitucional que permite a qualquer cidadão questionar judicialmente atos que considere lesivos ao patrimônio público e à moralidade administrativa.

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