Economia

Amapaense vai pagar mais caro pela energia a partir do dia 13; influência de Davi, Waldez e Randolfe não impediu reajuste

A partir do dia 13 de dezembro, os consumidores do Amapá vão sentir no bolso um aumento de até 32% nas contas de energia elétrica. O reajuste, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e referente à revisão tarifária anual da CEA Equatorial, foi publicado em setembro e entrará em vigor ainda este mês, mesmo com três das principais figuras políticas do país sendo do Amapá: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre; o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes; e o líder do governo Lula no Congresso, Randolfe Rodrigues.

Apesar do peso político que exercem em Brasília, nenhum dos três conseguiu barrar o aumento. Randolfe, inclusive, publicou há três dias um vídeo afirmando que não aceitaria que essa conta seja paga pelo povo amapaense, e que buscaria impedir que o aumento da tarifa fosse repassado ao consumidor. No entanto, até agora não demonstrou força de articulação dentro do governo federal para impedir que o reajuste avance.

Já o senador Davi Alcolumbre ainda não se posicionou nas redes sociais sobre o tema, mesmo diante da repercussão negativa e do impacto direto para a população. É importante lembrar que Alcolumbre está com a relação com o Governo Federal desgastada após a indicação do jurista Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Na contramão do silêncio de parte da bancada federal, o senador Lucas Barreto, que integra a oposição, fez duras críticas ao reajuste. Ele classificou o aumento como “absolutamente desproporcional, inaceitável e incompatível com a realidade econômica do estado”.

O parlamentar ressaltou que, paradoxalmente, o Amapá é produtor de energia, gerando e exportando eletricidade para outras regiões do país, mas ainda assim a população paga uma das tarifas mais caras do Brasil.

“Justamente agora que reduziram a bandeira para amarela — quando haveria um desconto — querem aumentar 32%. O Amapá precisa ser respeitado enquanto estado federado, pois nossa população enfrenta há décadas serviços de baixa qualidade, prejuízos com apagões e descontinuidade”, afirmou.

Lucas Barreto também destacou que a conta de luz “está sacrificando o bem-estar social das famílias de baixa renda” e classificou o reajuste como “irracional” e “cruel”.

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