Secretário de Segurança da gestão Clécio é investigado em investigação sobre veículo com placa adulterada
O secretário de Segurança Pública do Amapá, Cézar Augusto Vieira, é investigado pela Polícia Civil em uma apuração sobre o uso de um veículo com indícios de adulteração de placa, em Macapá. O caso envolve o mecânico Francisco Gomes Vilhena, que afirmou em depoimento utilizar o automóvel a pedido do gestor, em atividades informais de apoio a investigações no interior do estado.
A ocorrência teve origem a partir de um acidente de trânsito registrado no dia 28 de dezembro de 2025, na Avenida Norte-Sul. Na ocasião, o veículo conduzido por Vilhena, uma caminhonete Chevrolet S-10, colidiu na traseira de um GM Onix, causando prejuízo estimado em cerca de R$ 12 mil.
Durante a apuração do caso, policiais civis identificaram que a caminhonete circulava com uma placa que, supostamente, não correspondia ao veículo. Após consulta aos sistemas oficiais, foi confirmado que a identificação original do automóvel era outra, o que levantou suspeitas de adulteração de sinal identificador.
Localizado em sua residência, Vilhena foi conduzido à unidade policial, onde prestou esclarecimentos. Ele declarou que fazia uso do veículo com autorização do secretário, alegando que o automóvel era utilizado em ações informais de levantamento de informações relacionadas a crimes de abigeato. Segundo o depoimento, a troca da placa também teria ocorrido por orientação da mesma autoridade.
O investigado afirmou ainda que não é servidor público e que não recebia remuneração pelas atividades, que, segundo ele, eram realizadas de forma voluntária. Ele também disse que o veículo não lhe pertencia e que, em grande parte do tempo, ficava sob responsabilidade do secretário, tendo permanecido em sua residência recentemente por falta de espaço na garagem da autoridade.
O veículo foi apreendido e passou por verificação, sendo constatado, por meio do número do chassi, que estava vinculado a uma placa diferente da utilizada no momento da abordagem.
Apesar dos indícios, não houve prisão em flagrante, já que, segundo a Polícia Civil, não foram identificados os requisitos legais para a medida naquele momento. O caso segue em investigação para apurar possíveis crimes de receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
Diante da menção a uma autoridade com foro por prerrogativa de função, o caso deverá ser encaminhado ao Tribunal de Justiça do Estado do Amapá, que passa a ter competência para conduzir a apuração. A Corregedoria da Polícia Civil acompanha o caso e deve adotar as providências cabíveis.



